Nova York – Mais do que um duelo entre Espanha e Argentina, a final da Copa do Mundo de 2026 colocará frente a frente dois técnicos de futebol que se conhecem muito bem. Há nove anos, Luis de la Fuente foi o professor de Lionel Scaloni no curso para obtenção da licença de treinador reconhecido pela Uefa, no Centro da Federação Espanhola, na cidade de Las Rozas. De la Fuente já era um treinador reconhecido como competente nas categorias de base: naquela época, treinava a seleção da Espanha sub-19. “Ele era um aluno que desejava evoluir e progredir”, lembra De La Fuente.
Mas isso não quer dizer que será um jogo sem surpresas. “Luis me conhece bem como pessoa, mas não sabe como penso o futebol”, disse o argentino. Foi o único cutucão em duas entrevistas marcadas por elogios entre os dois treinadores. Na antevéspera da grande final do Mundial de 2026, mestre e pupilo se trataram com o respeito de sempre. “Scaloni e eu somos dois grandes competidores que nos admiramos muito”, disse De La Fuente. “Será um privilégio enfrentá-lo.”

Reverência a Messi
Para Lionel Messi, as palavras do espanhol também foram elogiosas. “Para mim, é o melhor jogador de todos os tempos: conseguiu liderar sua seleção”, disse De La Fuente. “Mas a Argentina é muito mais do que Messi. Acho que somos as duas equipes que jogam melhor coletivamente [neste momento].”
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Inédito, o confronto entre os dois bem que poderia ter acontecido no final de março deste ano. Mas as escaramuças entre Irã e Israel, com troca de tiros de mísseis – e a falta de datas no calendário – inviabilizaram a realização da partida. No dia 19 de julho, esta disputa valerá uma Copa do Mundo e o reconhecimento eterno.





