A maior Copa da história começou com 48 seleções. Espanha e Argentina se classificaram para a grande decisão e fazem a final neste domingo no MetLife Stadium, em New Jersey. Atual campeã da Eurocopa, vice da Nations League e invicta nas Eliminatórias, a seleção espanhola eliminou a favorita França nas semifinais. O time de Luis de la Fuente superou os fantasmas nos últimos Mundiais quando teve desempenhos ruins. A principal força da La Roja é o jogo coletivo e uma defesa eficiente, com destaque para o goleiro Unai Simón. Um dos jogadores mais talentosos dessa geração, Lamine Yamal vem de contusão e ainda não conseguiu confirmar toda a expectativa depositada nele. Contudo, outros nomes como o meia Mikel Merino e o atacante Mikel Oyarzabal estão crescendo na competição.
A Argentina é a atual campeã da Copa América e foi primeira colocada isolada das Eliminatórias Sul-Americanas. Nesta Copa, fez uma primeira fase avassaladora e depois foi o “time da virada” na fase de mata-mata. Com um time experiente, a Argentina confirmou ser uma das favoritas para o título e não será um adversário fácil. Além do talento de Lionel Messi, a equipe tem um grupo aguerrido e que cresce nos momentos decisivos. O técnico Scaloni tem uma dúvida tática: se irá manter o Giuliano Simeone para dar mais velocidade ou fará uma formação mais tradicional com Rodrigo de Paul.

Competição: Copa do Mundo, final Data: 19 de julho
Horário: 16h de Brasília
Onde assistir: Globo, SBT, SporTV, CazeTV, GETV e N Sports
Estádio: MetLife Stadium, New Jersey (EUA)

A grande decisão da Copa do Mundo. Espanha e Argentina fazem a grande final da competição numa partida que pode significar o bicampeonato espanhol ou o tetracampeonato argentino. Além disso, o duelo no MetLife Stadium é um confronto de gerações. De um lado a experiência e a garra de Lionel Messi com impressionantes 39 anos. Do outro, a juventude e o talento do futebol ofensivo de Lamine Yamal. Tem tudo para ser um grande jogo de futebol.

Espanha
Com uma campanha sólida na segunda fase da Copa, a seleção espanhola aposta na solidez defensiva como um dos seus diferenciais. Além disso, a equipe tem um meio-campo eficiente e um ataque que vem cumprindo bem a sua missão. Contudo, o grande craque da equipe é o meia-atacante Lamine Yamal, que ainda não teve a atuação esperada dele neste Mundial. Mesmo assim, o principal trunfo da equipe de Luis de la Fuente é o jogo coletivo. Muitos dos comandados foram seus atletas nas divisões de base da própria Espanha. Com um estilo cortês e sereno, o treinador conseguiu fazer La Roja voltar a uma final de Copa depois de 16 anos.
Argentina
Com muita garra e viradas históricas, a Argentina carimbou sua classificação na semifinal com uma vitória contra a Inglaterra por 2 a 1. Diferentemente da Espanha, o time sul-americano avançou na segunda fase no poder da reação e no “espírito de luta”. O técnico Lionel Scaloni prioriza em um jogo físico e na desestabilização psicológica para vencer os rivais. É uma equipe que faz muitas faltas, mas que ainda não recebeu nenhum cartão vermelho. Contudo, o grande diferencial da Albiceleste é a incrível performance de Lionel Messi. Aos 39 anos, o camisa 10 lidera a corrida para a Chuteira de Ouro com oito gols e soma quatro assistências. Scaloni tem o grupo na mão e valoriza o bom relacionamento com seus jogadores.

Neste Mundial, a Espanha ficou conhecida por seu futebol de posse de bola com transições verticais e pressão agressiva na saída de bola. A grande força da equipe está no seu eficiente sistema defensivo que tomou apenas um gol em sete partidas disputadas. La Roja lidera diversas estatísticas de desarmes no ataque e no meio-campo de toda competição. Já a Argentina deverá continuar atuando com uma compactação defensiva agressiva e transições focadas em buscar Lionel Messi, que será o comandante da equipe dentro de campo. O time do treinador Scaloni tentará fechar os espaços na sua própria intermediária. A Albiceleste entrará estruturada em um 4-4-2 com muita capacidade de combate.

Jogador decisivo: Lionel Messi
Provável estratégia: o camisa 10 deve atuar como meia-atacante atuando preferencialmente da ponta-direita para o centro, buscando surpreender a defesa adversária. Aos 39 anos, o craque vive um momento histórico e adaptou seu estilo de jogo para ajudar a equipe. Ele briga pela artilharia da competição com oito gols.


ESPANHA: Unai Simón, Pedro Porro, Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz, Dani Olmo e Álex Baena; Lamine Yamal e Oyarzabal. Técnico: Luis de la Fuente
ARGENTINA: Dibu Martínez, Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Leandro Paredes, Enzo Fernández, Rodrigo De Paul e Mac Allister; Lionel Messi e Julián Álvarez. Técnico: Lionel Scaloni

A Espanha luta pelo bicampeonato e uma conquista como essa confirmaria a equipe como uma das grandes seleções europeias. Será uma conquista muito marcante para todos os jogadores e especialmente para o meia-atacante Lamine Yamal que tem apenas 19 anos. Já a Argentina quer o tetracampeonato que pode coroar o craque Lionel Messi e o técnico Scaloni.

Argentina e Espanha já se enfrentaram 14 vezes na história. Trata-se de um confronto bastante equilibrado com seis vitórias da Albiceleste e seis da La Roja com dois empates. As duas seleções se enfrentaram apenas uma vez em Copas do Mundo na fase de grupos do Mundial de 1966, na Inglaterra. A partida foi disputada no Estádio Villa Park, casa do Aston Villa, em Birmingham. Nesse confronto, os sul-americanos levaram a melhor e venceram por 2 a 1 com dois gols de Luis Artime, que depois atuou no Palmeiras entre 1968 e 69. Já o atacante Pirri descontou para os espanhóis.

Um dos maiores jogadores do Real Madrid em todos os tempos, Alfredo Di Stéfano ganhou cinco Champions Leagues com o clube merengue. Ele atuou no clube espanhol entre 1953 e 1964, onde ficou conhecido como “La Flecha Rubia” (“a flecha loira”) devido a sua velocidade. O camisa 9 possui uma particularidade na sua carreira: ele defendeu tanto a seleção da Argentina quanto da Espanha. No início da carreira, enquanto atuava no River Plate, ele foi convocado para defender a Albiceleste nos anos 1940. Porém, depois ele se naturalizou espanhol e atuou pela seleção espanhola entre 1957 e 1962. O curioso é que Di Stéfano nunca atuou na Copa do Mundo. Ele chegou a ser convocado para a edição do Chile, em 1962, mas sofreu uma contusão e não atuou em um único minuto. Neste Mundial, a Espanha teve uma campanha decepcionante, sendo eliminada na primeira fase.





