Os estádios de São Paulo podem voltar em breve a vender bebidas alcoólicas. A proibição é datada de 1996, por lei estadual da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Há um projeto em trâmite na Casa para derrubar o veto nas arenas paulistas. Estamos falando basicamente da venda de cerveja. Ela já é vendida do lado de fora dos estádios sem qualquer fiscalização ou restrição. Os torcedores passam horas bebendo e se divertindo antes de entrar nos estádios. Com as reformas e a construção de novas arenas, é muito mais fácil chegar aos assentos e arquibancadas, o que permite ao torcedor permanecer do lado de fora até momentos antes de o jogo começar.
O que os clubes e os administradores das arenas querem é trazer essa receita para eles. Ou seja: também vender bebidas alcoólicas em suas lanchonetes espalhadas pelas partes internas dos estádios, dando a oportunidade aos torcedores de se valerem do serviço no intervalo das partidas.

Tive duas experiências recentes com a venda de bebidas alcoólicas em estádios. A mais recente ocorreu neste ano no Mundial de Clubes da Fifa, nos Estados Unidos. No MetLife, em New Jersey, por exemplo, as cervejas eram vendidas nos corredores que circulam o estádio. Há nesses locais várias lanchonetes. Elas lotam no intervalo. Mas os torcedores só podiam consumir naqueles setores. Os copos ou latinhas não podem entrar para a parte dos assentos. Havia fiscalização e pedidos para consumir a cerveja antes de voltar aos assentos.
Cerveja no estádio do Tottenham
A outra experiência foi no ano passado, em Londres, no estádio do Tottenham. O estádio é novo e com muitas áreas livres internamente para a circulação das pessoas. Há bandas tocando antes dos jogos. As pessoas ficam ali consumindo, bebendo e comendo, se divertindo, até começar a partida. Tudo parece uma grande festa. Há pubs do lado de fora também, onde as torcidas se concentram. São bares apegados ao estádio. O acesso para os assentos também é fácil e rápido. O consumo em dia de partida é grande.
Vendas liberadas nos EUA
Não temos áreas livres como essas nos estádios do Brasil. Há espaços, mas ainda tímidos perto de arenas da Europa e dos Estados Unidos, que sediarão a próxima Copa do Mundo ao lado de México e Canadá. Se a lei que proíbe bebidas alcoólicas em São Paulo cair, de fato, os clubes terão de repensar o jeito do consumo, de modo a facilitar a venda para os torcedores sem que eles percam a partida.
No estádio do Tottenham, por exemplo, um estudo apontou que os copos de cerveja devem ser enchidos debaixo para cima e não nas tradicionais torneiras dos estabelecimentos que conhecemos. Assim, os copos são encaixados em um mecanismo no balcão e são enchidos em segundos: 15 segundos. Isso, de acordo com o estudo inglês, ajuda a vender mais e mais rapidamente.





