Embora sem ter podido contar com quase metade do seu time titular, o Paris Saint-Germain conseguiu vencer o Barcelona por 2 a 1, de virada, na partida pela segunda rodada da Liga dos Campeões. Não puderam atuar nenhum dos seus atacantes titulares – Ousmane Dembélé, Désiré Doué e Khvicha Kvaratskhelia. Também machucado, o zagueiro e capitão do time Marquinhos e o meia João Neves não jogaram na Espanha. Os cinco atletas sofreram lesões musculares. Bradley Barcola, Vitinha e Fabián Ruiz também se machucaram e perderam jogos pelo time.
O campeão francês e da Champions League está pagando o preço por uma temporada extensa e desgastante. Entretanto, não é apenas o PSG que enfrenta o desafio do excesso de partidas, das viagens cansativas e da pressão dos muitos campeonatos. Na partida no estádio Olímpico de Montjuic, o Barcelona também não pôde contar com o atacante Raphinha e o meia Fermín López, ambos sem condições físicas por causa de lesões musculares.

Brasil sofre com as contusões
Ter jogadores importantes lesionados é um cenário que se repete nos times brasileiros. Desde que assumiu o cargo de treinador do Corinthians, Dorival Júnior não pode escalar juntos seus três principais jogadores. O holandês Memphis Depay apresentou um edema na parte traseira da coxa direita, o argentino Rodrigo Garro sofreu uma lesão muscular na parte posterior da coxa direita e o centroavante Yuri Alberto passou por uma cirurgia para corrigir uma hérnia inguinal. Dentre os três, Yuri é o único que já retornou às atividades.
No São Paulo, o técnico argentino Hernán Crespo também quebra a cabeça para encontrar alternativas para suprir as ausências de Jonathan Calleri, Oscar, Marcos Antônio, André Silva e Ryan Francisco, todos em fase de recuperação. O Palmeiras, por sua vez, perdeu o meia Lucas Evangelista, que se machucou na coxa direita na partida contra o Bahia. Ele precisará ser operado e só deverá retornar aos jogos no ano que vem. Basta observar a lotação dos departamentos médicos dos clubes dos campeonatos nas Séries A e B para perceber que todos passam por dramas semelhantes.

Isso sem contar a rotina de viagens, as obrigações com a mídia e patrocinadores, os jogos noturnos, as partidas disputadas em campos ruins e ambiente de pressão para chegar à conclusão que há um impacto na saúde dos atletas. Tudo precisa ser revisto com urgência.
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Novo calendário pode ajudar
Apesar do anúncio de mudanças no calendário de futebol brasileiro que acaba de ser decretado pela CBF – que encolheu as datas para os campeonatos regionais e eliminou algumas partidas na Copa do Brasil –, a verdade é que ainda há jogos demais. E isso traz à tona diversas complicações. Com o passar do tempo, alguns jogadores podem apresentar distúrbios do sono, perda de apetite e dificuldade de recuperação. Assim, eles ficam mais suscetíveis a lesões.
De acordo com a FIFPro, entidade internacional que representa jogadores de futebol, que realizou um estudo com 1.500 atletas, muitos deles de nível internacional, os jogadores passaram 88% do seu tempo na última temporada envolvidos em atividades ligadas ao seu ambiente de trabalho: jogos, treinamentos, reabilitação e deslocamentos.

Com a pressão de conquistar pelo menos um título importante, jogadores considerados essenciais acabam pagando um alto preço e são escalados mesmo em momentos que deveriam focar na recuperação. Diante de tantos jogos, poucos atletas encontram a mesma motivação para jogos que não têm grande importância. A quantidade excessiva e frequente de lesões sinaliza que algo não está funcionando bem no mundo da bola.





