A crise detonada pelo técnico Crespo no São Paulo depois da derrota para o Grêmio nesta quinta-feira tem a ver com a falta de elenco e dos jogadores que estão no departamento médico e não são recuperados. Ela diz respeito aos erros cometidos pelo departamento de futebol em relação ao tamanho do grupo na temporada, com a saída de jogadores e quase nenhuma reposição, e ao fracasso, de modo geral, do CT da Barra Funda de recuperar atletas machucados, de não revelar as contusões e a seriedade delas, nem para o técnico, de não conseguir melhorar o condicionamento físico dos jogadores e de “estourar” o elenco, limitado que é, num calendário de 70 partidas ou mais.
Há muita cobrança aos jogadores. E nenhuma à diretoria sobre isso. Os atletas não estão suportando tantas partidas. E no caso do São Paulo há um agravante: ninguém engole o fato de o meia Oscar receber R$ 3 milhões por mês, com menos da metade desse valor pago pela patrocinadora do clube, e não jogar. Ele fez 21 partidas no ano. Sofreu com três vértebras quebradas, mas o seu condicionamento sempre foi precário. Nos corredores do Morumbi, Oscar incomoda mais do que qualquer outro fato. Sua contratação é avaliada como um erro e erros precisam ser corrigidos.

Crespo reclama da falta de opções do time, de não conseguir mexer nas peças sem comprometer a qualidade, de se ver obrigado a “inventar” alterações para chacoalhar a equipe. Crespo disse que não tem como pensar duas semanas para frente. Trabalha o dia a dia porque não sabe com quais jogadores poderá contar.
Só há um objetivo: a Libertadores
São as lesões e a falta de jogadores de reposição que deixam o treinador argentino sem rumo no Morumbi para a sequência do Brasileirão. O único objetivo do time é conseguir uma vaga para a Libertadores, de forma direta, mas também vale se for pela repescagem. E acabar o ano. O São Paulo não briga pelo título e não está ameaçado de ser rebaixado.
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Crespo não pode ser acusado de nada, a não ser de falar o que ele está vendo e vivenciado dentro do clube. Houve um erro estratégico de formação de elenco, mais de quantidade do que de qualidade, porque o time não é ruim. O problema é que Crespo não tem um time. Wendell deixou o jogo contra o Grêmio de muleta, com uma proteção no pé esquerdo. De modo que é mais um no DM. Portanto, é mais um com o qual o treinador terá de se preocupar.






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