A derrota para o Vitória, na Vila Belmiro, na noite de segunda-feira, ligou o botão de alerta no Santos e detonou uma onda de desespero entre os torcedores. Depois de um breve ensaio de reação com a chegada de Juan Pablo Vojvoda e a vitória entusiasmante sobre o Corinthians por 3 a 1, o time voltou à dura realidade: a briga contra o rebaixamento é mais concreta do que se imaginava.

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Na projeção mais otimista, o Santos é favorito em apenas dois dos próximos dez jogos — justamente contra Fortaleza e Sport, ambos na Vila, dois adversários que também rondam a mesma zona cinzenta da tabela.

Vojvoda tem de evitar a queda e conseguir dar um padrão de jogo ao time do Santos, de Neymar / Santos

Nos outros oito compromissos, mesmo com alguns em casa, a lógica aponta para o favoritismo dos adversários. Pela ordem: Botafogo, Palmeiras, Flamengo, Palmeiras de novo, Mirassol, Internacional, Juventude e Cruzeiro. O mais fraco do grupo é o Juventude, também ameaçado, mas o duelo será em Caxias do Sul, na penúltima rodada, quando muita coisa já pode estar definida — inclusive o destino do próprio Santos.

Segunda queda do Santos?

Uma segunda queda para a Série B num intervalo de dois anos seria trágica para os planos de reestruturação do clube e uma mancha incalculável na história do time de Pelé. O prejuízo seria devastador: perda de receitas, fuga de patrocinadores, bilheterias em queda e cotas de TV reduzidas. Um colapso que ultrapassa o campo e afeta a própria identidade santista.

Equipe e torcida precisam se unir para evitar uma segunda queda consecutiva do Santos para a Série B / Santos

Roteiro cruel

Ironicamente, o risco de rebaixamento coincide com o ano da volta de Neymar. O filho pródigo que prometia reacender o orgulho do torcedor acabou sendo apenas um espectador de um novo drama. Jogou bem menos do que se esperava (21 vezes), passou mais tempo na enfermaria do que em campo e nunca esteve pronto para liderar o Peixe de volta a um lugar de destaque.

Neymar voltou para ser o cara do Santos, mas não conseguiu manter a sequência de jogos na temporada / Neymar

Se a queda se confirmar, a ferida não será apenas do clube, mas também de Neymar, que veria ruir o sonho de redenção. Seu retorno ao Santos, que deveria ser um reencontro com as origens, acabaria marcado como o símbolo de um fracasso coletivo — o ídolo impotente diante do naufrágio do time que o revelou.

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A Vila, que tantas vezes foi sinônimo de glória, hoje parece um palco de agonia. O Santos está de novo diante do abismo — e desta vez, talvez, sem força suficiente para dar o passo atrás.

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