O Palmeiras errou em tudo no primeiro tempo da partida contra o Vitória, no Allianz Parque. Da escalação com três zagueiros ao posicionamento e forma de atuar de alguns jogadores. Apenas o garoto Allan assumiu as jogadas ofensivas de peito aberto e qualidade e partiu para cima dos rivais. Mesmo assim, ele foi “esquecido” no segundo tempo, com o time apostando nas jogadas pela esquerda com Felipe Anderson. O time amargou empate sem gols.
O time de Abel esteve longe de mostrar a disposição de sempre. E também uma distribuição clara de jogar. O treinador tentou repetir o que fez diante da LDU, pela Libertadores, mas esteve longe do resultado. A ideia foi boa, mas a execução não funcionou bem. E a bagunça do Palmeiras continuou no segundo tempo, apesar do jogo mais intensivo no ataque.

O desespero era tamanho que Abel mandou o zagueiro Gustavo Gómez a campo para ser centroavante de área. Isso mesmo! O paraguaio entrou no segundo tempo e não pisou em sua área. Ele esteve o tempo todo no ataque. Desespero total do treinador, que reclamou no fim da arbitragem e de uma expulsão de Andreas Pereira por reclamação quando o jogo já tinha acabado. O jogador foi infantil. Voltou de suspensão e agora terá de cumprir outra suspensão automática. Mas o seu primeiro amarelo não existiu. O juiz foi enganado pelo jogador do Vitória.
Palmeiras reclama da arbitragem
Desta vez, Abel não conseguiu mudar o time no intervalo nem durante a partida. O treinador reconheceu que o Palmeiras desperdiçou os primeiros 45 minutos. Foi um time nulo no ataque, com três zagueiros e sem nenhuma organização. O Vitória se defendeu, com alguns bons momentos no ataque. Mas era clara a disposição do time baiano de levar um ponto para casa. Seus jogadores abusaram da “cera”.

Teve um lance em que o Palmeiras reclamou de pênalti de Willian Oliveira, mas a bola bateu no ombro do jogador. Teve revisão do lance pelo VAR. Abel preferiu deixar os jogadores que vieram das suas respectivas seleções no banco. Na avaliação física, ninguém passou no teste. Nem Vitor Roque, que teve algumas chances, mas longe de lembrar aquele atacante voraz. Raphael Veiga não fez boa apresentação. Ninguém fez. Allan foi o melhor na primeira etapa, mas, como destacado, o garoto recebeu poucas bolas no segundo tempo. Mais um erro do time nesta quarta.
Time desorganizado
Apesar do maior volume de jogo no ataque no segundo tempo, o Palmeiras continuou desorganizado. Fazia tempo que não se via isso, nem nas duas últimas derrotas. Todo mundo corria na mesma bola. Todo mundo tentava o cabeceio na área. Flaco estava perdido. Agora são oito jogos sem marcar. A jogada mais lúcida foi um chute de fora da área de Aníbal Moreno, para boa defesa do goleiro Thiago Couto.
O Palmeiras abusou das jogadas levantadas na área, por fim. A ordem era encontrar Gómez no ataque. O abafa empurrou o Vitória para o seu campo, mas a marcação nunca foi frouxa. O time de Jair Ventura sabia da importância do ponto na casa do rival.





