O valor de R$ 1 milhão ao campeão da Copa do Brasil mostra o descrédito que ainda se dá ao futebol feminino no Brasil. Numa comparação com a edição masculina, a CBF vai pagar R$ 77 milhões ao vencedor deste ano. O Palmeiras ganhou da Ferroviária por 4 a 2 e festejou a sua primeira conquista. O time de Araraquara ganhou o prêmio de R$ 500 mil pela segunda posição.
A CBF precisa entender que não se trata de remunerar um campeonato que ainda é deficitário e que luta para se colocar em prateleira melhor no esporte nacional. O Brasil vai sediar o Mundial da categoria em 2027. Portanto, a Fifa confia na CBF, mesmo com todos os encaminhamentos políticos que a gente sabe que permeiam essas decisões.

A CBF e todas as federações estaduais precisam entender que o futebol feminino não pode ser tratado apenas como uma competição de 11 contra 11. É muito mais do que isso. É a mudança de uma postura dentro de um país de valorização da mulher e do entendimento de igualdade. Não faz muito tempo, a seleção feminina dos Estados Unidos brigou e ganhou para ter os mesmos salários e premiações do time nacional masculino. É disso que se trata.
CBF tem abraçar o futebol feminino
As entidades esportivas precisam encontrar caminhos para valorizar as competições e conseguir fazer do futebol feminino um produto que se pague, valorizado e organizado, com recursos e atenção. Da mesma forma, os clubes sérios têm de encontrar caminhos para sustentar seus elencos.
A Conmebol determina que todos os clubes participantes da Libertadores têm de ter uma versão feminina do seu time de futebol. É um começo. Mas a própria Confederação Sul-Americana precisa tratar melhor, por exemplo, a Libertadores feminina, com campos melhores e condições mais profissionais, assim como premiações que possam despertar interesse nos clubes.
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O futebol feminino brasileiro precisa deixar de ser uma “mentira” e se profissionalizar, como é o masculino. Precisa deixar de ser uma modalidade “amadora” e virar um produto mais sério e de respeito. O pouco investimento que se faz nele não passa disso: pouco investimento. Esse salto precisa ser dado o quanto antes.





