O futebol, por essência, é um jogo de contrastes, e o duelo entre Palmeiras e Athletico-PR, pela 12ª rodada do Brasileirão, foi mais uma prova disso. No Allianz Parque – que vive contagem regressiva para ser rebatizado –, o que se viu foi um roteiro dividido em dois atos distintos: a exaltação da técnica e a celebração da resiliência.

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Sob o comando de João Martins, que substituiu o suspenso Abel Ferreira, o Palmeiras entrou em campo com novidades pontuais. Arthur assumiu a lateral-esquerda, enquanto Emiliano Martínez herdou a vaga de Marlon Freitas. Com o retorno de Jhon Arias e a manutenção de Ramón Sosa, o cenário estava montado para uma noite de afirmação após as críticas pelo desempenho, apesar dos resultados obtidos.

Gustavo Gómez mais uma vez foi o destaque do time: com o gol e ações defensivas / Palmeiras

As quase 40 mil pessoas que estiveram no estádio foram testemunhas da reação alviverde, que venceu por 1 a 0 e segue firme e forte na ponta do campeonato, agora com 29 pontos. E com a confiança em alta novamente.

Jogo de um time só

O primeiro tempo foi um verdadeiro monólogo palmeirense. Uma resposta de um elenco que vinha sendo cobrado pelo desempenho – especialmente após o empate com o Corinthians com dois jogadores a mais e a vitória suada contra o Sporting Cristal. Em alta voltagem, o Alviverde sufocou o Furacão. O time de Odair Hellmann, com uma linha de cinco atrás, parecia atordoado diante de um repertório de rotas de ataque e transições dos donos da casa.

A justiça no placar veio em uma jogada característica desses tempos do Verdão. Em um dos 6 escanteios da etapa inicial, a bola de Andreas Pereira encontrou Gustavo Gómez. O capitão, em sua habitual batalha aérea, dividiu com a defesa paranaense e, com o faro de quem decide, aproveitou a sobra para estufar a rede. Foi o gol da paz, o gol que reconciliou o time com sua arquibancada.

Mesmo com a vantagem, o Palmeiras não recuou. Diferente de atuações anteriores que irritaram o torcedor pela passividade, o time manteve o pé no acelerador, buscando o segundo gol. O Athletico-PR se limitava a esticar bolas que morriam na segura linha defensiva comandada por Murilo e pelo próprio Gómez. Uma beleza de apresentação até ali.

Um vacilo e teve apreensão

Se o 1º tempo teve bastante empenho e domínio, o complemento já não seria tão calmo assim. Logo aos dois minutos, o cenário de tranquilidade desmoronou: Murilo, já amarelado, cometeu falta boba no meio de campo e recebeu o segundo cartão. A expulsão forçou o sacrifício de Flaco López para a entrada de Bruno Fuchs, o que mudou drasticamente a temperatura do confronto e a presença ofensiva do Palmeiras.

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Com um homem a menos, o Verdão trocou o brilho pela entrega. O domínio deu lugar à resistência. O Athletico-PR tentou se lançar à frente de tudo que é forma, mas esbarrou em um sistema defensivo que não estava disposto a ceder os pontos, liderado por um Gustavo Gómez que mais uma vez tirou tudo o que podia e não podia. Apesar do volume, o Furacão não conseguiu criar chances tão claras assim. E, além dos pontos, a torcida levou a certeza de que, jogando bem ou mal, com homens a mais ou a menos, o Palmeiras novamente estará na disputa até o fim.

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