A situação de Manuel Neuer continua indefinida na seleção alemã às vésperas do início da Copa do Mundo. O veterano goleiro de 40 anos, que havia anunciado sua aposentadoria do time nacional após o encerramento da Eurocopa de 2024, aceitou o convite do técnico Julian Nagelsmann para retornar e reassumir a titularidade da equipe tetracampeã no Mundial de 2026. Será um desafio para o atleta.
No entanto, o plano parece estar travado em um problema físico que ameaça transformar o que seria uma última dança gloriosa do lendário goleiro do Bayern de Munique em um verdadeiro drama médico na delegação alemã. Na Copa do Catar, em 2022, a Alemanha caiu fora na primeira fase.

A Alemanha encabeça o Grupo E e tem estreia marcada para o próximo dia 14, contra Curaçao, em Houston, nos Estados Unidos. A agenda na fase de grupos tem ainda: Costa do Marfim, dia 20, em Toronto, no Canadá; e Equador, dia 25, em Nova Jersey, novamente em solo norte-americano. Os equatorianos são os rivais mais difíceis teoricamente.
Uma panturrilha no caminho
O camisa 1 alemão sofreu uma nova lesão na panturrilha esquerda no dia 16 de maio, durante o confronto final do Campeonato Alemão. Desde que se apresentou à seleção, não conseguiu trabalhar normalmente com o restante do elenco e permanece sob os cuidados do departamento médico. Oficialmente, a Federação Alemã de Futebol tenta conter o pessimismo da imprensa local, que classifica a preparação do goleiro como um cuidadoso processo de “progressão física”.
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Faltando dez dias para o debute alemão na Copa, o cenário é preocupante. Neuer tem feito apenas treinos de intensidade limitada no campo, evitando impactos e saltos que possam provocar uma nova recaída muscular. Diante desta restrição, o ídolo virou um enorme ponto de interrogação para o último teste preparatório dos europeus, o amistoso contra os Estados Unidos neste sábado, em Chicago.
O peso da experiência
Caso consiga se recuperar a tempo de pisar no gramado, Neuer entrará para uma galeria seleta ao disputar sua quinta Copa do Mundo consecutiva. Esta edição do torneio, aliás, verá em campo alguns atletas veteranos acima dos 40 anos em plena atividade, liderados por lendas como Cristiano Ronaldo, Luka Modric e o próprio goleiro bávaro.
A grande dúvida é se vale a pena arriscar a integridade da equipe apostando em uma liderança debilitada em um campeonato tão curto e intenso. O técnico Julian Nagelsmann, que tem apenas 38 anos e é mais novo do que Neuer, tem a decisão nas mãos. Ele sabe que a presença do campeão mundial de 2014 impõe um respeito sobre os adversários, algo fundamental para um grupo que tenta apagar os vexames das eliminações precoces em 2018 e 2022. Agora, o cronograma e o relógio correm contra as pretensões germânicas, e cada hora de tratamento na panturrilha esquerda do capitão pode definir os rumos da campanha no Mundial.
Se não Neuer, então quem?
A decisão da comissão técnica alemã de bancar a presença do jogador de 40 anos mesmo baleado tem a ver com a falta de afirmação de seus concorrentes diretos. Ter Stegen, que passou anos aguardando uma brecha na sombra do titular, sofreu graves lesões que minaram completamente sua sequência – tanto que não está no grupo. Diante desse cenário de terra arrasada na posição, nenhum goleiro testado transmitiu a mesma segurança de Neuer nos últimos 18 meses de avaliações.

Se o veterano não reunir condições de jogo, Oliver Baumann deve ser acionado. O goleiro do Hoffenheim chegou a receber chances reais e assumiu a titularidade da equipe durante os amistosos mais recentes. Apesar de somar boas exibições, nunca alcançou o status de unanimidade entre os torcedores e analistas locais. É esperar para ver.





