Em meio à crise financeira que assola o Corinthians, o clube marcou para segunda-feira, dia 24, a votação do seu novo estatuto. A presidência do Conselho Deliberativo vai reunir os conselheiros para discussão e votação das reformas propostas. O documento, se aprovado, vai orientar a gestão no Parque São Jorge. O clube tem dívida de R$ 2,7 bilhões. Há contas imediatas para pagar e não há dinheiro para isso. O encontro está marcado para o Teatro Corinthians a partir das 18 horas. Poderão votar conselheiros vitalícios e trienais.

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Em campo, apesar de uma temporada difícil, o time de Dorival Júnior ganhou o Paulistão e está na semifinal da Copa do Brasil, diante do Cruzeiro. O time ganhou do São Paulo nesta quinta-feira e chegou aos 45 pontos. Está seguro do risco de ser rebaixado no Brasileirão.

Uma das propostas do estatuto é colocar o torcedor para dentro do Corinthians, com voto nas eleições / Corinthians

A discussão do estatuto, e sua possível aprovação, envolve temas de gestão e da participação do torcedor na vida política e administrativa do clube.

Pontos debatidos

1 – Concessão de direito de voto aos membros do programa Fiel Torcedor. A proposta prevê que sócios-torcedores adimplentes estejam aptos a participar das assembleias e eleições, embora ainda fiquem pendentes os critérios de filiação e tempo mínimo.

2 – O mandato do presidente passa de três para quatro anos, mas sem reeleição. Os conselheiros também teriam mandatos de quatro anos. O sócio-torcedor passa a votar na eleição. O documento amplia também os mandatos dos membros do Conselho Deliberativo, Mesa Diretora, Conselho de Orientação (Cori), Conselho Fiscal e Comissão de Ética.

3 – Mudanças no organograma do clube, como a redução ou extinção de cargos de vice-presidentes e a possível criação da figura de um CEO profissional. Também estão previstos critérios mais rigorosos para a ocupação de cargos diretivos.

4 – Formalização do vínculo entre o clube e as torcidas organizadas, com plano específico de sócio-torcedor voltado para as organizadas, exigência de adimplência, e critérios para destinação de ingressos aos jogos.

5 – A criação de cláusulas pétreas para determinados temas, como uso de cartões corporativos, contratação de parentes e limites para indevida influência de conselheiros vitalícios.

6 – Portas abertas para a discussão de uma SAF.

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