O Corinthians já demonstrou ter uma camisa pesada quando o assunto é Mundiais de Clubes da Fifa. Bicampeão do torneio com o time masculino, a equipe está na final da primeira Copa dos Campeões Feminina. Considerado uma zebra na semifinal diante do Gotham FC, dos Estados Unidos, no G Tech Community Stadium, em Brentford, nos arredores de Londres, o clube brasileiro teve uma estratégia calculista: permitiu que as rivais tivessem maior posse da bola, tratou de congestionar os espaços do meio de campo e jogou de olho nos erros das adversárias.

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No fim das contas, a estratégia do técnico Lucas Piccinato foi bem sucedida. Com uma postura mais agressiva desde o início do jogo, as norte-americanas apertavam a saída de bola, provocando alguns erros – não aproveitados. Apesar de as brasileiras jogarem nos contra-ataques, as melhores oportunidades de gol foram delas.

Gabi Zanotti fez o gol que deu a classificação do Corinthians para a decisão do Mundial no domingo / Corinthians

Aos 21 minutos do 1º tempo quase saiu o gol, do pé esquerdo de Andressa Alves, em um chute de dentro da área, desviado pela zagueira Jess Carter, do Gotham FC. Por um triz, aos 22 minutos da segunda etapa, a corintiana Duda Sampaio não marcou um golaço com um chute quase da linha do meio-campo, que passou perto. A partir daí, as norte-americanas foram para o tudo ou nada, pressionando a defesa do Corinthians, que resistia como podia.

A consagração

Até que a oito minutos do final, quando a prorrogação parecia ser inevitável, em uma escapada pelo lado esquerdo do ataque, a lateral Tamires fez um cruzamento sob medida para Gabi Zanotti. Ela dominou e finalizou com um chute de perna esquerda, que a goleira Ann-Karin Berger deixou passar, fazendo a festa de centenas de torcedores brasileiros que foram ao estádio do Brentford.

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Com a inesperada vantagem no marcador, as jogadoras do Corinthians mantiveram-se imperturbáveis na marcação. Apesar dos oito minutos de acréscimo — em que o técnico do Corinthians recebeu cartão vermelho por reclamação – a única chance do Gotham aconteceu pouco antes do apito final, em uma cobrança de falta, que passou raspando a trave de Lelê.

Torcida do Corinthians marcou presença e apoiou o time na vitória contra o Gotham, dos Estados Unidos / Corinthians

Palavra da artilheira

Gabi Zanotti destacou o esforço do grupo. “Não tem nada individual, é sempre pensado no coletivo. Primeiro, se defender, acho que quem quer ganhar tem que primeiro pensar em ter uma defesa sólida, principalmente em início de temporada, que a gente sabe que ainda não conseguimos alcançar o auge físico. Foi pouco tempo de preparação, três semanas apenas, e acho que isso foi o diferencial de hoje”, afirmou em entrevista à Cazé TV.

esse grupo tem uma mentalidade muito forte e já está pensando lá na frente, no jogo da final
Gabi zanotti

Agora, o Corinthians terá pela frente uma pedreira daquelas: o Arsenal, que atropelou as marroquinas do ASFAR (Champions League da África) por 6 a 0. A decisão está marcada para domingo, às 15h, no horário de Brasília, no Emirates Stadium. As Gunners, atuais campeãs da Champions League, chegam à final como uma das maiores potências do futebol europeu e um dos projetos mais consolidados do mundo. Para o Timão, o desafio será superar um adversário que une força física e bom padrão tático, e que ainda joga em casa. Mas, para quem é fiel ao Corinthians, impossível é uma palavra que não existe.

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