O Palmeiras fez alguns bons negócios em janeiro envolvendo seus jogadores, mas outros nem tanto. O time abriu mão de atletas que estavam fora dos planos de Abel Ferreira e perdeu dinheiro. Alguns, como o lateral Caio Paulista, ainda custam ao clube metade do salário, uma vez que o Grêmio topou “ficar com o jogador” por empréstimo de um ano desde que Leila Pereira pagasse 50% dos R$ 700 mil que recebe mensalmente.

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Quando atravessou um negócio para ter o atleta do Fluminense, a presidente concordou em pagar R$ 18 milhões pelo lateral-esquerdo. Caio Paulista foi um fiasco no clube e dificilmente o Palmeiras vai recuperar o que investiu. Há no futebol uma arte pouco valorizada nos clubes dos dirigentes que fazem bons negócios. Geralmente, eles são rotulados de “picaretas”. Mas pilotam o “coração” de um time de futebol.

Facundo Torres teve uma temporada irregular no Palmeiras, apesar da festa de sua chegada a pedido de Abel / Palmeiras

A compra e venda de jogadores não é para amadores no Brasil. Há muitas conversas, promessas, entusiasmos que podem não se confirmar em campo. E comprar gato por lebre, num mundo onde os dados mandam e ninguém mais sai de casa sem a informação correta se vai chover ou fazer sol, não cabe mais no futebol. O craque do “DVD” desapareceu. Mesmo assim, há muitos maus negócios sendo feitos.

Jogadores de Abel

É preciso ressaltar que toda compra parte primeiramente de um pedido e aval de Abel. Leila chegou a dizer que contratou todos os jogadores que foram pedidos a ele pela comissão técnica no ano passado, totalizando R$ 700 milhões de investimento.

A diretoria do Palmeiras anda fazendo “qualquer negócio” para se livrar de atletas liberados pelo treinador português. E alguns desses negócios são péssimos. O próprio Raphael Veiga foi negociado com o América sem custo para o time mexicano. O Palmeiras vai emprestar o meia por um ano, com a possibilidade de venda futura no valor de R$ 39 milhões. Como é apenas uma possibilidade, o clube pode não ganhar nada daqui a um ano. No máximo, vai se livrar do salário de Veiga por 12 meses.

Meta é R$ 400 milhões em vendas

Quem também deixou a Academia de graça foi o goleiro Weverton. O Palmeiras entregou o jogador ao Grêmio como sinal de agradecimento pelos “serviços prestados” ao longo dos anos. Uma maneira de demonstrar gratidão. Mas isso não existe no mundo dos negócios. Foi mais uma liberação para um rival do Brasileirão em que o Palmeiras não viu um real entrar em suas contas.

Na estimativa de receita para 2026, o Palmeiras tem de vender R$ 400 milhões em atletas. Está longe ainda de atingir a metade desse valor. Nas entrelinhas, significa que mais jogadores deixarão o elenco em breve.

Caio Paulista chegou ao Palmeiras como grande promessa para a lateral-esquerda, mas foi um fiasco / Palmeiras

Mas o diretor de futebol Anderson Barros conseguiu emplacar a venda de dois jogadores em baixa no time: Facundo Torres e Aníbal Moreno. O meia foi para o futebol dos Estados Unidos. Nessa negociação, o Palmeiras vai receber R$ 52,8 milhões. O argentino voltou para o seu país por R$ 38,7 milhões. Nas duas negociações, o clube perdeu dinheiro porque não conseguiu valorizar os atletas. Mas pelo menos concretizou a venda. Já são R$ 90 milhões.

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Quem ainda pode render um dinheiro ao Palmeiras é Micael, emprestado ao Inter Miami, time de Messi nos EUA. Há um valor pré-fixado de R$ 35 milhões em caso de venda. Mas isso ainda não aconteceu. Por ora, o Palmeiras apenas se livrou do zagueiro. Se o clube pegar os mesmos R$ 28 milhões que pagou ao Houston Dynamo já estará de bom tamanho.

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