O Palmeiras foi pego de surpresa nesta segunda-feira com a notícia de que um de seus parceiros comerciais, o Grupo Fictor, protocolou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo. O clube figura na lista de credores da empresa com um crédito a receber de R$ 2,6 milhões, montante referente a parcelas em aberto do contrato de patrocínio firmado em março de 2025.
O pedido de proteção contra credores envolve a Fictor Holding e a Fictor Invest, que juntas acumulam um passivo de R$ 4,2 bilhões. O movimento ocorre dias após a Justiça determinar o bloqueio cautelar de R$ 150 milhões das contas do grupo. Em nota oficial, o Palmeiras afirmou que tomou ciência do caso pela imprensa e que seu Departamento Jurídico já está debruçado sobre o contrato para adotar as medidas pertinentes.

O acordo com a Fictor é estratégico para as categorias de base e para o time principal, além da equipe feminina. O valor anual negociado e assinado entre o clube e Fictor prevê o pagamento de R$ 25 milhões em doze meses. Esse valor poderia chegar aos R$ 30 milhões em caso de bônus por conquistas porque a marca apareceria mais. Mas isso não aconteceu em 2025. Há ainda parcerias no naming rights de torneios da base. O acordo era de três anos. Não se sabe se vai continuar.
Fictor tem 180 dias para pagar
Mas o episódio pode ser o primeiro calote da era Leila Pereira à frente do clube. Em seu primeiro mandato, a patrocinadora era a Crefisa, que paga R$ 80 milhões pela dobradinha. Depois de dez anos de parceria, Leila encerrou o contrato de suas empresas e abriu a camisa do Palmeiras para outras marcas no mercado, quase dobrando as receitas do clube.
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Apesar da crise, o grupo Fictor alega que pretende quitar as dívidas sem “deságio”, solicitando apenas um prazo maior, de 180 dias, para reorganizar o fluxo de caixa da empresa. De qualquer forma, o Palmeiras teria de esperar por esse período dado pela Justiça. Além do Palmeiras, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) também é credora da empresa, com R$ 500 mil a receber.
R$ 2,6 milhões/mês
Embora o valor de R$ 2,6 milhões seja pequeno perto do faturamento anual de patrocínios do Palmeiras (R$ 150 milhões), a instabilidade do parceiro acende um alerta sobre a continuidade da receita de R$ 25 milhões/ano prevista no orçamento. Há mais duas temporadas de acordo. Assim que tiver uma resposta de seus advogados, o Palmeiras tomará uma decisão. Não está descartado tirar a marca Fictor do uniforme.





