Leonardo de Sá
O Palmeiras anunciou na noite desta segunda-feira, dia 2, a rescisão do contrato de patrocínio com a Fictor, uma de suas principais patrocinadoras. A decisão foi tomada após o grupo entrar com pedido de recuperação judicial e em meio à crise que envolveu a empresa no episódio ligado ao Banco Master, recentemente colocado em liquidação extrajudicial.
Em nota oficial, o clube presidido por Leila Pereira informou que a rescisão ocorreu por inadimplemento contratual e em razão do pedido de recuperação judicial, conforme cláusulas previstas no acordo firmado entre as partes. O Palmeiras também afirmou que avalia as medidas legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos.

Nota oficial e providências jurídicas
“A Sociedade Esportiva Palmeiras informa a rescisão do contrato de patrocínio com a Fictor, em razão de inadimplemento contratual e do pedido de recuperação judicial realizado pelo grupo, conforme previsto no acordo pactuado entre as partes em março de 2025. O clube estuda as providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos pela Fictor”, disse o clube no comunicado divulgado nas redes sociais.
O contrato havia sido assinado em 26 de março de 2025, com duração inicial de três anos, renovável por mais um, e previa R$ 30 milhões por temporada, sendo R$ 25 milhões fixos e R$ 5 milhões condicionados a metas esportivas e comerciais. A Fictor estampava as costas dos uniformes das equipes masculina e feminina, além de atuar como patrocinadora máster das categorias de base, já que casas de apostas não podem aparecer em camisas de equipes não profissionais.

Parceria e início das dificuldades
O grupo entrou com pedido de recuperação judicial no último domingo, dia primeiro, no Tribunal de Justiça de São Paulo, declarando dívida de R$ 4.257.357.283,84. No processo, a Fictor Holding S/A e a Fictor Invest Ltda. solicitaram tutela de urgência para suspensão de execuções e bloqueios por um período inicial de 180 dias, além da nomeação de administrador judicial.
A situação do grupo ganhou ainda mais dimensão após o envolvimento de um de seus sócios na tentativa de aquisição do Banco Master, em novembro. O processo foi interrompido após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição, episódio que desencadeou uma série de desdobramentos no setor financeiro.
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Em nota enviada anteriormente à imprensa, a Fictor afirmou que a crise ligada ao banco afetou diretamente a reputação do grupo, gerando “especulações e um grande volume de notícias negativas”, o que teria comprometido sua liquidez. O grupo sustentou que a recuperação judicial buscava equilibrar a operação e assegurar o cumprimento das obrigações financeiras.
O que já havia sido reportado
Antes da rescisão, o departamento jurídico do Palmeiras já analisava o cenário e acompanhava de perto a situação financeira da patrocinadora. O clube aguardava a distribuição do pedido de recuperação judicial para definição dos próximos passos. Com a formalização da rescisão, o Palmeiras encerra a parceria pouco mais de um ano após o anúncio e passa a buscar alternativas comerciais para os espaços deixados pela Fictor nos uniformes e nos projetos de base.






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