O atacante português Cristiano Ronaldo cumpriu o que tinha prometido e não entrou em campo na partida de seu clube, o Al-Nassr, contra o Al-Riyadh, nesta segunda-feira, dia 2, pela 20.ª jornada da Liga da Arábia Saudita. E não foi por problemas físicos, mas, abertamente, para marcar a sua posição contra o Fundo Soberano de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), que controla os quatro principais clubes daquele país – Al-Hilal, Al-Ittihad, o Al-Ahli e o Al-Nassr.
Sob a justificativa de transformar a Arábia Saudita em uma potência esportiva até 2034, quando ela organizará a Copa do Mundo da Fifa, nos últimos dois anos esse fundo tem posto muito dinheiro no futebol do país do Oriente Médio. A questão, segundo uma reportagem publicada pelo jornal esportivo português A Bola, é que a distribuição de recursos não é feita de forma equilibrada, o que causou a revolta do craque português. Para CR7, o sei time está sendo prejudicado.

Ele teria se queixado que o técnico de seu time, seu compatriota Jorge Jesus, não teria recebido os reforços que pediu para esta temporada. O único jogador contratado pelo clube na janela de inverno foi Haydeer Abdulkareem, meia de 21 anos que atuava no Iraque. Ele custou R$ 1,8 milhão.
Disparidade
Mas a história não se repete nos outros clubes sob administração do PIF. Segundo um levantamento do site Transfermarkt.com, nesta janela de contratações do início de 2026, o Al-Hilal contratou o zagueiro espanhol Pablo Marí, ex-Flamengo, que estava na italiana Fiorentina (pagou o equivalente a R$ 12,5 milhões) e investiu cerca de R$ 65 milhões no centroavante francês Kader Meité, do Rennes, sem contar jogadores promissores de origem saudita, como o goleiro Rayan Al-Dossari, o ponta Sultan Mandash e o meia Murad Al-Hawsawi.
Na janela anterior, o clube que mais recebeu recursos do PIF já tinha trazido Theo Hernández, lateral da seleção francesa, e o centroavante uruguaio, Darwin Nunes. Juntos, eles custaram quase R$ 400 milhões. O Al-Ahli, onde jogam estrelas como o goleiro senegalês Édouard Mendy e o ponta argelino Riyad Mahrez, comprou o centroavante brasileiro Ricardo Mathias, que jogava no Internacional de Porto Alegre por R$ 50 milhões.

Impasse de Benzema
A crise aberta pela recusa de Cristiano Ronaldo em entrar em campo pelo Al-Nassr, soma-se ao boicote de outro astro, o atacante francês Karim Benzema, cuja renovação de contrato com o Al-Ittihad emperrou. Apesar de seu vínculo com o clube só expirar na metade do ano, azedaram as relações entre ele e os dirigentes do clube.
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Segundo uma reportagem do jornal esportivo francês L’Équipe, ele considerou “desrespeitosa” a proposta de extensão de seu vínculo por parte dos dirigentes do clube mais popular de Jidá. Especula-se que ele poderia fechar com o Al-Hilal. Resta saber se o clube, que não vendeu o centroavante brasileiro Marcus Leonardo nesta janela, como era especulado, vai precisar de outro atacante, caro e já com 38 anos.






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