Há um movimento na sede da CBF, na Barra da Tijuca, Rio, que vai na contramão do que se tentou nos últimos três anos, quando a entidade, então presidida por Ednaldo Rodrigues, entregou aos clubes da Série A e B o direito de organizar uma liga independente de futebol desde que todos votassem nele. Essa liga deveria ser capaz de gerir os negócios comerciais dos clubes, principalmente no que diz respeito aos direitos de transmissão das partidas.

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Foi quando criou-se a Libra e a LFU (Liga Forte União), duas entidades autônomas da CBF que brigaram pela associação dos 40 times das duas principais divisões do Brasil, mas que foram incapazes de trabalhar juntas e de criar um modelo de negócio sem ressalvas e sustentável. Atualmente, todos querem ganhar mais do quer ganham das TVs. E ninguém está feliz. 

Sede da CBF, na Barra da Tijuca, Rio: entidade trabalha em várias frentes para mudar e melhorar o futebol brasileiro / CBF

Recentemente, dois times da Série B do Campeonato Brasileiro, Náutico e São Bernardo, recusaram participar das duas ligas independentes para entregar os seus direitos de transmissão de volta para a CBF, conforme informou o jornalista PVC. Agora presidida por Samir Xaud, a CBF resolveu resgatar o modelo passado e reassumir sua cadeira na mesa de negociações com os interessados em mostrar as partidas dessas duas equipes.

CBF já percebeu as falhas das ligas

É, sim, uma volta ao passado, mas agora com novos players no mercado, como os streamings. A entidade, portanto, dá um primeiro passo para recuperar o que tinha sob o seu comando.

Ainda mais antigamente, a CBF tinha o Clube dos 13 como parceiro para fazer esse tipo de tratativa. Ele era presidido por Fábio Koff, ex-presidente do Grêmio. O Corinthians, insatisfeito com a divisão do bolo (dinheiro), trabalhou para implodir o Clube dos 13. E conseguiu. Mas o presidente Samir Saud quer retomar esse negócio para a entidade.

Ele e seus pares já entenderam que os clubes são incapazes de se organizar e que as ligas “jamais” vão se unir, como ocorre nos países europeus.

Samir Xaud, presidente da CBF: dirigente já mudou o calendário e implementou o fair play financeiro no futebol / CBF

Há uma releitura sobre o nascimento da liga no futebol brasileiro. Isso diz respeito ao fato de ela ter começado dividida, com dois comandos: Libra e LFU. Os clubes também se dividiram e alguns até trocaram de lado. Ninguém está contente com o andar da carruagem. E essa insatisfação já chegou à CBF. Por isso a entidade aceitou representar Náutico e São Bernardo na Série B num movomento inicial. Esses dois clubes não estão ligados nem à Libra nem à LFU. Por ora, são os únicos parceiros da CBF nesse processo. Todos os outros têm contratos com uma das duas ligas.

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A parceria já tem resultados. O Náutico fechou a transmissão dos jogos do time na Série B com a Rede Globo por intermédio da CBF. O clube vai receber R$ 17,9 milhões nesta temporada. A emissora comprou 19 partidas da equipe como mandante e poderá, por acordo, mostrar os jogos em todas as suas plataformas. O Náutico era ligado à LFU.

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