O Palmeiras tem a possibilidade de ser patrocinado pela Heineken, que tem contrato com o Allianz Parque somente por mais esta temporada. Nada está certo, mas os “olhares” entre as partes foram trocados. O clube de Leila Pereira perdeu R$ 25 milhões por ano com o rompimento do contrato com a Fictor. Havia ainda R$ 5 milhões por metas. Como a empresa entrou em recuperação judicial por falta de pagamento, Leila decidiu romper o acordo de três anos. Desde então, o departamento de marketing do Palmeiras procura um novo parceiro. Há outras marcas em tratativas.

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O time enfrentou o São Paulo na semifinal do Paulistão sem a Fictor estampada na camisa, como já vinha fazendo desde o fim do acordo. O departamento jurídico do Palmeiras trabalhou rápido pelo distrato. O clube não quis ter o seu nome envolvido com uma marca nessas condições, devendo no mercado. Não receberia.

O que diz a Heineken

Por meio de sua assessoria, no entanto, a Heineken “esclarece que não tem em curso negociação, tratativas ou acordos voltados ao patrocínio ou a parcerias institucionais com clubes brasileiros no momento”. A empresa também “reafirma o compromisso com seus contratos vigentes no país, a exemplo da união com o Allianz Parque”. Ela reitera que qualquer “movimento estratégico será anunciado por seus canais institucionais”.

Acordo com a Fictor também envolvia as categorias de base do Palmeiras, assim como o futebol feminino / Palmeiras

Não há nenhum problema por lei de um clube de futebol brasileiro ter um patrocinador de bebidas alcoólicas. A empresa tem outros produtos em seu catálogo, e alguns deles com 0% de álcool. Nos estádios, bebidas alcoólicas não são vendidas em dias de jogos, mas o consumo é liberado para eventos e shows musicais. É necessário que o grupo siga regras de publicidade responsável. O mesmo vale, por exemplo, para as marcas de casas de apostas. Se tiver oportunidade, o Palmeiras gostaria de fechar com novos patrocinadores que não estivessem ligados às bets. O clube já tem a Sportingbet como parceiro máster.

Acordo seria por três temporadas

A Heineken trocaria apenas de patrão, mas não de arena. Deixaria o Allianz Parque e assinaria com o Palmeiras. Pode até ficar com os dois em 2026, mas isso tornaria os contratos caros e talvez inviáveis. O Palmeiras ficará feliz se conseguir um acordo nos mesmos moldes do que tinha com a Fictor: três temporadas e R$ 75 milhões na conta. Assim, isso levaria os patrocínios do clube para R$ 150 milhões/ano.

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A Heineken vai perder a Champions League na próxima temporada depois de 30 anos de parceria. A AB InBev, grupo que controla a Ambev no Brasil, caminha para ser a substituta a partir de 2027. O acordo pode envolver R$ 1,2 bilhão, o que seria um aumento de 66% em relação ao atual contrato. O The New York Times informou que o negócio da AB InBev contou com intermédio exclusivo da agência americana Relevant Football Partners, que representa algumas ligas do futebol da Europa.

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