De nada adiantou o protesto e a “greve” de Cristiano Ronaldo por mais investimento e reforços no seu time, o Al-Nassr. O atacante decidiu não entrar em campo na partida contra o Al-Riyadh, pela vigésima rodada do Campeonato Saudita. Não bastasse a ineficiência dos cartolas para trazer jogadores de peso até o último dia da janela, o craque português ainda por cima teve de engolir um lance ousado por parte do seu arquirrival, o Al-Hilal, ex-clube de Neymar e o mais rico da Arábia Saudita.
Em cima da hora do fechamento da janela, os dirigentes do clube conseguiram convencer o atacante francês a sair do Al-Ittihad, de Jidá, para se juntar ao time de Riad. Benzema foi uma espécie de presente do príncipe Al-Waleed bin Talal, o bilionário ligado à família real saudita que estaria prestes a comprar o Al-Hilal, por um montante estimado em R$ 10,8 bilhões. É um bocado de dinheiro, mas apenas uma fração da fortuna acumulada por Bin Talal.

Dono de um patrimônio líquido estimado em cerca de R$ 90 bilhões, Bin Talal é o fundador de uma companhia de investimentos, a Kingdom Holding, que tem participações em companhias renomadas, como as cadeias de hotéis Four Seasons e Mövenpick, a rede social X e o conglomerado bancário Citigroup.
Fortuna no futebol
Dentro de poucas semanas, ele deverá ser o primeiro acionista privado a ser majoritário em um clube saudita. Desde 2023, os quatro principais times do país – Al-Hilal, Al-Nassr, Al-Ittihad e Al-Ahli – pertencem a um Fundo de Investimento Público (FIP) e ao Ministério dos Esportes Saudita.
No entanto, mesmo antes de assumir oficialmente o controle do Al-Hilal, a influência do Príncipe Al-Waleed bin Talal permitiu um maior investimento em comparação com os outros três rivais sob controle da PIF. Na janela de transferências, que acabou de ser fechada, no início de fevereiro, o Al Hilal investiu cerca de R$ 400 milhões nas contratações dos franceses Kader Meité e Saimon Bouabre, dos sauditas Murad Al-Hawsawi e Sultan Mandash e do espanhol Pablo Marí, além da chegada de última hora de Benzema.
Benzema de última hora
Sem contar as renovações dos vínculos de contato com o meia português Rúben Neves e com o atacante brasileiro Marcos Leonardo, que era cotado para se transferir para o Atletico de Madrid, mas não foi.
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Sem ter o mesmo poderio financeiro do Al-Hilal, restou aos outros clubes sauditas darem uma guinada na sua estratégia. Em vez de partir em busca de medalhões consagrados, como faziam antes, agora eles estão mirando jovens talentos. Para ocupar o lugar que era do consagrado Benzema, quase um quarentão, o Al-Ittihad foi buscar um nigeriano de 19 anos, George Ilenikhena, que estava no Monaco, que disputa a Ligue 1, na França. É uma mudança de mentalidade e tanto. Cristiano Ronaldo não está satisfeito com essa condição.





