Por Matheus Trunk
A contratação de Raphael Veiga pelo América do México dividiu os torcedores palmeirenses. Muitos acham que o ídolo deveria ter mais chances no time de Abel Ferreira, mas outros entendem que ele não estava rendendo mais um futebol convincente. O treinador André Jardine afirmou que pretende usar o atleta como líder do meio de campo do time mexicano. “Pretendo usar o Veiga com um 10, atrás do nosso 9, onde ele gosta de jogar, onde sabemos que ele é bom. Imagino conseguir recuperar o protagonismo dele naquilo que ele é bom”, disse o técnico brasileiro.
Raphael Veiga disse ter se impressionado com o fanatismo dos torcedores e está animado com a nova equipe. Ele comentou que o entrosamento será fundamental para os bons resultados e que pretende atuar como um armador avançado. “O pessoal vai me ver dentro da área em cruzamentos, pegando rebote e chutando. Eu gosto de chegar, buscar o gol com chutes ou assistências”.

Campeão mexicano na última temporada, o América encara o rival Monterrey no domingo, dia 8, pela Liga MX. A imprensa local publicou que essa partida pode ser a estreia do ídolo palmeirense. “Vai depender do que a comissão técnica decidir”, resumiu o jogador. Veiga escolheu a camisa número 23 em homenagem a um ícone do basquete norte-americano. “Eu sempre gostei de ver o (Michael) Jordan com a 23, depois teve uma época da carreira que o Beckham (ídolo inglês) usou a 23. Depois tudo que vivi no Palmeiras foi com esse número. Então, nada mais justo do que usar o número que me deu sorte”.
Lima
Além de Veiga, o clube mexicano segue atrás de mais brasileiros. O meia Lima, do Fluminense, está em tratativas com a equipe centro-americana a pedido de André Jardine. A ideia é ter o atleta até o fim da temporada com opção de compra fixada. Lima destacou-se na conquista da Libertadores de 2023. Ele tinha múltiplas funções no Flu.

Projeto ambicioso
Multicampeão no México, o treinador brasileiro André Jardine é praticamente um desconhecido na sua terra natal. Ele tem respaldo da diretoria local para articular uma equipe ofensiva na luta pelo título da Copa de Campeões da Concacaf. O time mais popular do país não levanta esse troféu desde 2016.
Jardine pretende ter Veiga e Lima no seu elenco como jogadores experientes que já conquistaram a Libertadores. O treinador elogiou o ex-atleta do Palmeiras e destacou o currículo do meia. “Ele tem um currículo que fala por si. Quis vir, quis estar aqui, tem vontade de triunfar e de conquistar títulos. Tem tudo a ver com América”, disse Jardine.
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Atualmente, a equipe ocupa a 4.ª posição na Liga MX, o campeonato local, com 34 pontos. No elenco, o América tem diversos estrangeiros, como o zagueiro uruguaio Sebástian Cáceres, o lateral-esquerdo colombiano Cristian Borja, o atacante chileno Víctor Dávila e o atacante uruguaio Brían Rodríguez. O volante brasileiro Rodrigo Dourado está no time desde o início do ano e jogará no meio com Veiga. A tendência é que Jardine use uma formação ofensiva, utilizando sua nova contratação nos lances de bola parada e para atacar a área adversária.





