Crespo e Vojvoda fazem um começo de temporada ruim. Os dois treinadores argentinos encontram dificuldades para organizar seus respectivos times, o São Paulo e o Santos, dois gigantes do futebol brasileiro, mas que ficaram pelo caminho e tentam se reerguer em todos os sentidos, principalmente esportivo e financeiro. Nenhum dos dois está confirmado na fase de mata-mata do Paulistão, tampouco há garantias para eles nas demais competições ao longo da temporada. O torcedor, de qualquer um dos lados, não sabe dizer que fim terá o seu time em 2026. Ambos devem sofrer no Brasileirão.
E isso se deve por causa da falta de ideias e clareza de seus treinadores neste momento. Nem Crespo nem Vojvoda sabem o que fazer com elencos limitados, jogadores medianos e cobranças de longa data. O medo de errar também tira a disposição dos técnicos de ousar. Ocorre que eles mais erram do que acertam em escalações e alterações nas partidas. Tanto São Paulo quanto Santos não jogam bem, embora tenham vencido seus jogos no fim de semana no Estadual.

Em Bauru, Vojvoda foi questionado por Gabigol quando optou no segundo tempo em tirar o atacante. O Santos já vencia por 2 a 1, mas o jogo ainda se mostrava perigoso. A torcida também o chamou de “burro” pelo mesmo motivo. Vojvoda é um ótimo técnico. Já mostrou isso no Fortaleza, mas encontra dificuldades para trabalhar na Vila Belmiro. Sua fisionomia é de um treinador cansado e infeliz. É compreensível pelo elenco que tem nas mãos, mas jamais aceitável no vestiário.
Crespo também está perdido
Da mesma forma, Crespo está perdido, apesar de ter um elenco melhor do que o compatriota do Santos e não viver a eterna esperança de contar com o seu melhor jogador, no caso Neymar. O problema do Santos, além do grupo fraco, é esperar pelo atacante a cada rodada, a cada fim de semana… A chegada de Rony, e Gabriel Menino, melhorou o time da Baixada, mas ainda é cedo para um salto em campo.

O problema de Crespo é outro: ele tem alguns bons ovos, mas se perde na hora de fazer um omelete. O meio de campo do São Paulo é vulnerável. Me parece claro que o time precisa de um volante que atue na frente dos zagueiros como se fosse a infantaria de um homem só. O Tricolor precisa de um volante marcador e que não avance, que atue do meio para os lados e para trás. Não é Danielzinho nem Marcos Antônio. A dupla tem de jogar do meio para frente, marcando, mas sabendo que há segurança atrás deles.
Jogadores ‘assumiram’ o time
O treinador precisa ter jogadas ensaiadas, posicionamentos mais bem definidos e mudanças na organização ao longo do jogo para confundir a marcação e apresentar alguma situação mais perigosa para os adversários. Arrisco a dizer que o São Paulo não é de Crespo, mas dos jogadores e principais líderes, como Luciano e Lucas. São esses atletas que estão tomando a frente nas partidas, quase sempre na base da disposição e do talento.
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É fácil de entender quando Crespo reclama do calendário. Essa situação é real. A CBF ficou de arrumar, mas não arrumou. Mexeu os pauzinhos, mas não se vê ganho para os times nem para os atletas, tampouco aos treinadores. Não há tempo para nada, de fato. Mas também esse calendário que Crespo chama de “maluco” não pode ser uma eterna desculpa no futebol brasileiro.





