Ganhar do Corinthians era questão de honra para o Palmeiras. O time de Abel continua bem nos clássicos do Paulistão, com 100% de aproveitrando. A vitória na Neo Química Arena garantiu o time de Flaco López, autor do único gol do jogo, nas quartas de final da competição. Mas essa já era uma bola cantada. O que marcou o clássico deste domingo foi bater o rival diante de sua torcida, com poropopó e tudo em Itaquera. Não era jogo para jogar bem. Era jogo para ganhar. E foi o que o Palmeiras fez.
O dérbi está de volta, assim como a rivalidade. Nos últimos anos, o Palmeiras teve o Flamengo, Botafogo e até Cruzeiro como seus maiores adversários, deixando de lado a histórica rivalidade com o time alvinegro. Em 2025, duas derrotas para o Corinthians, no entanto, ficaram entaladas na garganta dos palmeirenses: derrota na final do Paulistão e em jogo da Copa do Brasil. Por isso era questão de honra não perder novamente. Se perdesse, viraria “freguês”.

Memphis Depay teve a bola do jogo no pênalti bem marcado pelo atrapalhado Carlos Miguel, mas o atacante holandês escorregou na hora do chute e mandou a bola para fora. Longe. Numa catimba ou malandragem, Andreas Pereira “cavou” com a chuteira a marca da cal com a finalidade única de fazer um buraco ali e atrapalhar o batedor. O escorregão não foi por isso, mas nunca se sabe. Em dérbi vale tudo.
Empate em gols perdidos
Luighi também teve chance de fazer um gol. Roubou a bola de Matheuzinho e correu com ela em direção ao gol, livre, mas demorou demais para chutar e teve a carteira batida pelo próprio lateral corintiano, que não desistiu da jogada e teve recuperação sensacional. Portanto, de gols pedidos, Corinthians e Palmeiras empataram.
Mas no finalzinho do jogo, num contra-ataque, Flaco López marcou depois de rebote de Hugo Souza em chute de Maurício: 1 a 0. Na loucura do gol, o argentino chutou o pau do escanteio, que tinha a bandeira do Corinthians e arrumou a maior confusão. É como chutar o pau da barraca. Recebeu cartão amarelo. Todo mundo se empurrou depois disso, menos Flaco López, que preferiu fazer a festa e se afastar na bagunça. Parecia nem entender direito o que havia acabado de fazer. Não se chuta a bandeira rival na casa do rival. Depois disso, o atacante foi “caçado” e logo retirado de campo pelo técnico para a sua preservação física.
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Os valentões do Corinthians queriam briga. Estavam perdendo. Ficou todo mundo de cabeça quente com o gol de Flaco. Perder em casa para o maior rival provoca esse tipo de reação. É natural. Para piorar, os corintianos deixaram a Arena com a certeza de que foram melhores do que o Palmeiras. E foram mesmo. Mas perderam o jogo. Como disse, não era jogo para jogar bem. Era jogo para ganhar.





