Por Paulo Vinícius Coelho, o PVC
A seleção brasileira fará seu último jogo no Brasil, antes do embarque para os Estados Unidos, no dia 31 de maio. No Maracanã, provavelmente contra o Panamá. Os contratos não estão assinados, mas a programação está pronta. A viagem para Nova York será em 1º de junho, com treinos no dia 2 no condado de Morristown, Estado de Nova Jérsei. Dia 6, tem uma viagem de 1h36 para Cleveland, Ohio, para amistoso contra o Egito.
Parece uma decisão técnica. Diferentemente de outras Copas, em que a seleção parecia mais pronta e enfrentava times frágeis, agora Carlo Ancelotti quer rivais fortes. O Egito se assemelha ao Marrocos e esteve perto de fazer a final da Copa Africana de Nações contra os marroquinos, primeiros rivais do Brasil, em Nova Jérsei, no dia 13 de junho.

A logística está pronta. Datas, viagens, locais de treino no novo Centro Esportivo do Nova York Red Bulls, Morristown. Falta uma coisa só: o time! Carlo Ancelotti está confiante e trabalhando. Na semana da maior vaia já sofrida por Vinícius Júnior no Real Madrid, contra o Levante, Ancelotti desembarcou no Santiago Bernabéu para assistir ao jogo diante do Monaco. Vinícius teve a terceira maior nota do jogo, deu dois passes decisivos para gols de Mbappé e Mastantuono, marcou o seu, arrancou aplausos.
Jogadores de confiança
Se Vini viveu seu período mais brilhante sob o comando de Ancelotti, é natural que o técnico tenha se sentado com ele, perguntado como se sente, lembrado de seu tamanho, força e potencial. Faz o mesmo com Rodrygo. O “Raio”, nascido na Vila Belmiro, é muito mais reservado do que Vinícius, conversa com poucos amigos, fecha-se em seu núcleo familiar, não se reúne nem com Vini e Militão, seus colegas brasileiros do clube e da seleção. Ancelotti o conhece. Também tirou dele seu melhor potencial.
Observar a geração de atacantes disponíveis para o treinador italiano indica sua chance de ainda montar uma grande equipe e realizar grande campanha nos Estados Unidos, México e Canadá. Se Raphinha, Estêvão, Endrick, Vinícius e Rodrygo chegarem em boa forma à Copa, se Ancelotti montar a defesa e encontrar um terceiro meio-campista para se juntar a Casemiro e Bruno Guimarães, não vai ser fácil vencer o Brasil.
Uma corrida contra o tempo
Mas a seleção de Ancelotti, com toda a logística pronta e a ideia montada na cabeça do treinador, é uma espécie de estudante, pré-vestibular, que fez tudo errado no ensino médio e precisa de um cursinho intensivo para se recuperar do tempo perdido e entrar na universidade desejada.
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Dá para passar. Mas vai ter trabalho. Nunca na história, um técnico estrangeiro conquistou a Copa do Mundo por uma seleção que não fosse a de seu país de origem. O inglês George Raynor, da Suécia (1958), e o austríaco Ernst Happel, da Holanda (1978), foram os únicos vice-campeões. Ancelotti está estudando para a prova com afinco.





