A poucos meses de ver a bola rolar nos gramados da América do Norte, o clima na concentração argentina deixou de ser apenas de celebração e passou a ter uma boa pitada de preocupação. O DM anda tirando o sono do técnico Lionel Scaloni, o arquiteto da terceira estrela. Ele precisa agora mostrar uma nova faceta do seu trabalho e ser um mestre da improvisação.
O diagnóstico é claro: três pilares da estrutura da seleção argentina estão sob risco de disputar em alto nível a Copa do Mundo. O plano de contingência precisa ser acionado imediatamente, na opinião do próprio treinador

A notícia mais dura veio da Espanha. A ruptura no tendão de Aquiles de Juan Foyth é o tipo de baixa que não aparece nas manchetes de artilharia, mas dói no equilíbrio do elenco comandado por Messi. Foyth era o seguro de vida de Scaloni: o cara que permitia mudar do 4-4-2 para o 3-5-2 sem gastar uma substituição, atuando como zagueiro e lateral. Com ele fora, a Argentina perde em estatura e também em versatilidade tática. A Argentina é a atual campeã do mundo.
Lo Celso pode ficar fora
Para Lo Celso, a história parece um roteiro cruel de repetição na seleção. Após perder a Copa de 2022 por lesão, o meia do Betis volta a ser dúvida para 2026. O problema miotendinoso na coxa não é apenas físico, é de ritmo. “Lo Celso é o ‘sócio’ silencioso de Messi. Sem ele, a bola chega menos limpa ao camisa 10, e a Argentina perde aquela pausa inteligente no meio-campo”, analisa membros da comissão técnica de Scaloni aos jornalistas do país.
Se as outras baixas têm peças de reposição claras, a situação de Nicolás Tagliafico faz o treinador olhar para os jogadores argentinos da posição em atividade. O lateral é titular absoluto e considerado o equilíbrio defensivo do setor. Sem previsão de retorno após uma entorse severa, a lacuna deixada é imensa. Todos eles estarão fora dos jogos amistosos da data-Fifa de março, a última parada antes da Copa.

O problema de Tagliafico se agrava pela má fase técnica de Marcos Acuña no River Plate. O time todo está em fase ruim, incluindo o técnico Marcelo Gallardo. O substituto natural não vive seus melhores dias, o que abre uma avenida para Valentín Barco. O garoto tem o “DNA” de Scaloni — personalidade e técnica —, mas a Copa do Mundo costuma cobrar caro de quem não tem quilometragem em grandes torneios, como é o caso.
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No meio de campo, a ausência de Lo Celso pode acelerar a transição para Mastantuono. O garoto não é mais uma promessa, e pode ser a solução quando o jogo trava. Scaloni já provou que não tem medo de lançar jovens, como fez com Enzo Fernández em 2022, e 2026 pode ser o palco de uma nova consagração forçada pelas circunstâncias. Messi ainda não disse o seu “sim” para sua sexta Copa do Mundo, mas esse parece um assunto que não se discute mais no vestiário da seleção argentina.
IA com informações e edição do The Football




