Vanderlei Luxemburgo vai concorrer para o Senado nas eleições deste ano. Aos 73 anos, o treinador recusou propostas para comandar o Santos, de Marcelo Teixeira, para se dedicar à política. Ele seria uma espécie de manager esportivo do clube da Baixada. Usaria toda a sua experiência para fazer do time de Neymar e Gabigol um dos melhores do Brasil. Luxemburgo sempre gostou de trabalhar com medalhões. Mas não quis. O seu projeto político já estava na rua.
Ele não aceitou a proposta porque também não tem mais paciência para as coisas do futebol, embora nunca tenha fechado as portas para a profissão. Ele vai confirmar a sua candidatura para o senado representando o Estado de Tocantins. E pelo Podemos, um partido de centro. Luxemburgo não se identifica com a direita nem com a esquerda brasileira. Ele disse recentemente ao site Metrópoles que não quer entrar nessa polarização que tomou conta do país. Prefere ficar no centro das discussões.

Segundo ele, o Senado é o melhor caminho para fazer projetos beneficiando as pessoas comuns. Esse é o seu único propósito, diz. O treinador se vê maduro o suficiente para entender o que as pessoas precisam em suas comunidades. Um senador atua no Poder Legislativo federal. Ele representa o seu Estado no Congresso Nacional por oito anos. Cria e discute leis. Fiscaliza o Poder Executivo… Há 81 senadores no Brasil. Luxemburgo quer ser um deles. O salário de um senador é de R$ 46.366,19. No futebol, ele ganharia dez vezes mais do que isso, no mínimo.
Ele precisa de quantos votos?
Para ser eleito, Luxemburgo vai precisar de mais de 180 mil votos. Não é pouco. Há um caminho gigantesco para chegar em Brasília. Primeiramente, ele precisa ser indicado pelo partido, o que deve acontecer de forma oficial em breve. Depois, em campanha, tem de convencer os eleitores do Estado a votar nele. Geralmente, são dois ou três escolhidos por Estado brasileiro, dependendo da votação e do número de cadeiras a serem renovadas no Senado. Neste ano, serão eleitos 54 senadores.
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Se eleito, Luxemburgo deve apresentar projetos esportivos, mas não somente dessa natureza. O treinador entende ter uma visão mais completa do que precisa o povo brasileiro. Aos 73 anos, quer deixar um legado para as pessoas do Tocantins e do Brasil. Se for mesmo eleito, quando acabar o seu mandato, ele terá 81 anos. Se as urnas responderem bem a ele, o treinador encerra de vez a sua carreira no futebol para nunca mais voltar. Para se candidatar às eleições, Luxemburgo teve uma longa conversa com os seus familiares. E recebeu o apoio de todos.
Luxa tem pressa na política
Personagens do esportes na política não são uma novidade no Brasil. Muitos esportistas já encararam o prestígio das urnas. A maioria não deu certo. Luxemburgo escolheu concorrer para senador porque diz não ter tempo para começar debaixo, em cargos menores, pelo avançado da idade.





