Desde que o Paris Saint-Germain foi eliminado pelo Borussia Dortmund na semifinal da Liga dos Campeões de 2024, a equipe comandada pelo técnico Luís Enrique sustenta um tabu: o de nunca ter perdido duas partidas seguidas. Essa estatística quase caiu em Mônaco, dias após o time levar um vareio do Rennes e cair por 3 a 1. Nesta terça, o PSG parecia viver outro pesadelo dentro do Estádio Louis II, na sua primeira partida no mata-mata da edição da Liga dos Campeões, contra o Monaco.
Com menos de um minuto de jogo, um cruzamento mal feito pelo lateral-esquerdo Nuno Mendes virou um contra-ataque fulminante para o Monaco, que acabou na cabeça do atacante norte-americano Folarin Balogun. Ele mandou para as redes na segunda trave, sem chance para o goleiro Safanov: 1 a 0. Aos 18 minutos, em um nova ação puxada por Balogun, ele tabelou com Akliouche e mandou um chute rasteiro, de pé direito, fora do alcance de Safanov para ampliar o tamanho da zebra.

Grogue com a inesperada desvantagem de dois gols, o atual campeão da Liga dos Campeões decidiu partir para cima do rival. E a desesperada estratégia do “tudo ou nada” deu certo, apesar do pênalti defendido na cobrança, Vitinha, que raramente erra. Ele bateu no meio do gol e o goleiro Kohn pegou.
Dembélé se machucou
Se estava ruim para o PSG, ficou pior ainda quando Dembélé sentiu dores na sua perna esquerda e saiu de campo mancando, substituído por Désiré Doué. Mas o que parecia ser uma má notícia, acabou sendo a salvação para o time de Paris. No seu primeiro ataque, Doué recebeu um passe de Barcola e bateu cruzado, de pé esquerdo, aos 29 minutos, para diminuir a vantagem do Monaco.
Hakimi fez o seu
O gol deixou o jogo ainda mais animado. Antes que o primeiro tempo terminasse, o português João Neves deixou dois adversários para trás e chutou firme: Kohn espalmou, mas a bola sobrou limpa para o lateral marroquino Hakimi, que empatou para o PSG. O jogo que parecia caminhar para um desastre tomou rumo diferente.
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Logo nos primeiros segundos do segundo tempo, o Monaco ficou com dez jogadores: em um lance bobo no meio de campo, o russo Golovin acertou a caneleira de Vitinha com as travas de sua chuteira. Alertado pela equipe do VAR para a gravidade da falta, o árbitro deu cartão vermelho para o infrator.
Vitória, de virada: 3 a 2
Se com onze contra onze o PSG já dominava o jogo, com um a mais o time de Luís Enrique foi acuando o rival com 80% de posse de bola. E foi circulando a bola dentro do estilo que consagrou o técnico espanhol que Doué marcou o gol da virada: 3 a 2. Ele acertou um chute da entrada da área. Na semana que vem, os dois times voltarão a se enfrentar, desta vez no Parc des Princes, em Paris. Os parisienses são mais favoritos do que nunca nos playoffs.





