O São Paulo foi o primeiro time que confirmou vaga na semifinal do Paulistão. A equipe liderada por Lucas, Luciano e Calleri ganhou do Bragantino por 2 a 1, em Bragança Paulista, e garantiu a sua sequência no Estadual. A vitória foi muito festejada. A decisão foi em jogo único. O Bragantino fez melhor campanha do que o rival do Morumbi. Por isso atuou em sua casa. Mas não foi páreo para a boa fase dos comandados de Crespo. Faz seis jogos que o Tricolor não perde. Havia 7 mil torcedores no estádio.
O São Paulo nem jogou melhor, mas foi mais eficiente. Em duas bolas, matou o jogo. O detalhe? Os gols nasceram de duas jogadas ensaiadas no CT da Barra Funda. Os gols da vitória foram de Bobadilla e Lucas, um em cada tempo. Após o segundo gol, o time de Bragança perdeu a pegada, caiu de produção e demorou para se encontrar de novo. Mas nunca desistiu. O problema é que o torcedor não aguenta mais ver o time fracassar nas retas finais das competições. O Bragantino amargou mais um fracasso. O time não havia perdido ainda na competição.

O São Paulo foi um time consciente em todos os setores e durante os 90 minutos. O time estava ligado. Se o meio de campo com Danielzinho e Marcos Antônio já funcionava e o ataque nunca causou preocupação para Crespo, desta vez o setor defensivo deu muito conta do recado. Os cortes foram providenciais, alguns estabanados, mas todos eficientes, com destaque para Alan Franco.
‘São Rafael’ fez alguns milagres
Nem é preciso comentar que o goleiro Rafael fez das suas. Ele evitou ao menos dois gols certos. Rafael vem se tornando um goleiro de defesas difíceis. Como já disse Crespo, um bom goleiro precisa fazer um ou dois “milagres” em cada partida. “São Rafael” vem cumprindo a sua missão.

Quem também chegou e agarrou o seu lugar no time foi o lateral Lucas Ramon, comprado do Mirassol. A jogada do primeiro gol foi dele pela direita. Ele explorou o campo, a marcação frouxa e a sua velocidade. O goleiro do Bragantino fez defesa apenas parcial. Bobadilla acompanhou a jogada, estava dentro da área e só teve o trabalho de empurrar a bola para o gol, apesar dos jogadores dentro da área em sua frente.
Fogo no parquinho no fim
O segundo gol foi de Lucas, em jogada de falta ensaiada com o cobrador e Luciano. Jogadinha manjada de falta levantada por cima da barreira, mas deu certo. Deu muito certo. Lucas disse que foi uma jogada criada na hora. Luciano ajeitou de cabeça para Lucas. Ficou a dúvida do impedimento de Luciano, mas ele não estava. Mas o que parecia uma vitória segura, ganhou momentos de tensão após o gol do Bragantino, marcado pelo zagueiro Gustavo Marques. O gol colocou fogo no parquinho. O desânimo dos donos da casa foi trocado pela fé e intensidade.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Threads
Tik Tok
Lucas, do São Paulo, pediu calma aos seus companheiros. Pedir atendimento médico em jogadas mais duras e de faltas também foi uma estratégia tricolor. Diga-se, perigosa. Principalmente porque Sabino foi expulso. O São Paulo trocou a ligação direta pela posse de bola. Ou pelo menos tentou. E assim foi até o fim para garantir a vaga na semifinal do Estadual. Os jogadores do Bragantino culparam a arbitragem pelo fracasso. Não foi.
Preconceito com a árbitra
Autor do gol do Bragantino, o zagueiro Gustavo Marques fez feio em sua entrevista. Ele mostrou preconceito contra a árbitra. “Sempre lutamos. Não deixamos de lutar. Pecamos apenas hoje. Mas quero falar da arbitragem. Ela não foi honesta. Ela puxou para o São Paulo. Não adianta (a FPF) colocar uma mulher para apitar. Ela acabou com o nosso sonho. Com todo respeito às mulheres, tenho mulher e mãe, mas ela não tem tamanho para apitar um jogo desse tamanho. Ela (Daiane) não teve critério igual para as duas equipes”, disse o zagueiro Gustavo Marques à TNT. A árbitra foi Daiane Caroline Muniz dos Santos, que apitou bem.





