O Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2026 precisará agir rapidamente para conter uma crise em Foxborough, uma cidade americana com aproximadamente 18 mil habitantes nos arredores de Boston, onde está localizado o Gillette Stadium. A arena tem capacidade para 65 mil espectadores e costuma receber as partidas no New England Patriots, pela NFL.
No dia 26 de março o estádio também receberá as seleções do Brasil e da França, que se enfrentarão em um amistoso de data-Fifa. Na tabela de jogos do próximo Mundial, o estádio foi o local sorteado para acolher sete partidas da competição, entre elas, Escócia x Haiti, França x Noruega, Inglaterra x Gana e um jogo das quartas de final. Apesar de o jogo do Brasil estar confirmadíssimo para o próximo mês, membros do Conselho Administrativo de Foxborough simplesmente decidiram suspender a licença para a realização dessas sete partidas da Copa do Mundo.

Quer saber a razão? Dinheiro, o que mais poderia ser nos Estados Unidos. Quando somaram as despesas necessárias para cumprir os protocolos de segurança exigidos pela organização da Copa (entende-se Fifa), os conselheiros acharam o resultado uma exorbitância. O xis da questão é que cabe a eles – e apenas a eles – concederem as licenças que autorizam os eventos de entretenimento na cidade.
Atrás de R$ 41 milhões
Em troca do alvará, eles impuseram uma condição: ou alguém mostra de onde virão os cerca de R$ 41 milhões para cobrir as despesas para arcar com o esquema de segurança e de policiamento durante a Copa do Mundo ou nada feito. Isso engloba estádios, centros de treinamento, as áreas das Fifa Fan Fests, escoltas e esquemas de segurança para proteger as delegações, entre outros custos durante a competição.
Um ponto atenuante é que há verbas de cerca de R$ 240 milhões a caminho da região de Boston, como parte de um financiamento federal de R$ 3,3 bilhões previsto para as onze cidades norte-americanas que organizarão as partidas. No entanto, esse dinheiro ainda não chegou. “O que nos deixa bastante confusos é saber quem será o responsável pelo financiamento, visto que precisaremos pagar pela mão-de-obra e pelos materiais e equipamentos”, disse em entrevista ao jornal norte-americano The Athletic, Bill Yukna, presidente do conselho municipal de Foxborough. “Não podemos repassar uma conta deste tamanho aos contribuintes da nossa cidade”.
Fator Donald Trump
Sem muita paciência para delongas, ele e os outros membros do órgão estabeleceram um prazo limite para que seja encontrada uma solução para o impasse: 17 de março. Eles alegam que após esta data ficará complicado adquirir e instalar toda a estrutura de segurança necessária da a competição. A propósito, uma das partidas da Copa na cidade é do Grupo do Brasil.
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Caso não obtenham “as respostas necessárias” (leia-se o dinheiro solicitado), os conselheiros de Foxborough prometem fazer jogo duro e ameaçam não outorgar a licença. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aliado de Gianni Infantino, da Fifa, ainda não entrou no circuito. Por outro lado, segundo fontes do Comitê Organizador de Boston, “há progressos nas negociações e um acordo deverá ser encontrado já nas próximas semanas”. Os dirigentes da Fifa e os torcedores torcem por um final feliz.





