Por Leonardo de Sá
A torcida do Flamengo pediu a cabeça de Filipe Luís após o vice-campeonato da Recopa Sul-Americana. O ímpeto e a frustração dominam os rubro-negros diante de um desempenho que custou o título continental. Mais um título perdido, a exemplo da Supercopa diante do Corinthians. A reação dos fãs, embora intensa, mantém o modus operandi do futebol brasileiro. Com uma torcida acostumada a grandes conquistas, a exigência por constância no início da temporada torna-se implacável. Dessa forma, se o time perde, o técnico cai. A pressão é grande.
Essa pressão ignora que o treinador viveu um ano de 2025 vitorioso ao extremo. Afinal, o ex-lateral conquistou quatro competições diferentes na última temporada: Campeonato Carioca, Supercopa Rei, Brasileirão e Libertadores. Além disso, ele já havia faturado a Copa do Brasil logo em sua chegada em 2024. Mas ele está devendo. Está confuso.

A permanência de treinadores em seus cargos no país possui a estabilidade de uma gelatina. Embora nem toda demissão ocorra por puro imediatismo, a maioria dos casos ignora o respeito ao processo de adaptação. O Flamengo apenas ilustra esse cenário com mais evidência no momento. Neste momento, o clube apresenta o contraste entre um ano de glórias e a falta de paciência com um jovem técnico promissor.
Instabilidade no banco
Até o mês passado, Filipe Luís ostentava um status de unanimidade e “gênio”. Contudo, o cenário mudou drasticamente para o treinador, que erra nas escalações e nas alterações. Essa oscilação mostra como o prestígio no futebol brasileiro muitas vezes depende dos resultados, excluindo contexto e processo.
Início de 2026 complexo
Os dados comprovam que o começo de ano do Flamengo está longe do ideal. O time soma quatro vitórias, cinco derrotas e um empate em dez jogos. Dessa maneira, o saldo de gols de apenas +1 reflete a fragilidade defensiva de um time que sofreu 13 gols e marcou 14.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Threads
Tik Tok
O caminho do clube não considera o contexto geral. Culpa apenas um indivíduo. Ou alguns. Provavelmente, a diretoria e a torcida darão essa resposta até a próxima semana. É difícil acreditar que o melhor elenco do país, que ganhou quase tudo em 2025, viva uma má fase apenas por conta de uma pessoa, Filipe Luís. Resta saber se essa será a conclusão definitiva da cúpula rubro-negra, ou se Filipe terá aval para continuar sua história na Gávea.





