Acabou para o Bodo/Glimt na Liga dos Campeões da Uefa. O clube dos confins da Noruega era a grande sensação na Europa após vencer equipes tradicionais como Atlético de Madrid, Manchester City e ainda eliminar a toda-poderosa Internazionale de Milão no mata-mata. No jogo de ida, pelas oitavas de final, tinha surrado o Sporting sem pena por 3 a 0 no gramado sintético do seu estádio. Mas sucumbiu na volta.
Até a bola rolar nesta terça-feira em Portugal, o clube norueguês era o time da moda na Europa. Observado com desconfiança, mas também com respeito. Embalado por uma campanha empolgante, o time até foi parar na entrevista coletiva do técnico Carlo Ancelotti em dia de convocação da seleção brasileira. Seus animados torcedores tinham invadido Lisboa e colorido as ruas da cidade com o amarelo da camisa do clube nórdico. Mas quem riu por último foi o Sporting.

Contudo, como diz aquela música, “toda alegria, um dia, chega ao fim”, a campanha do Bodo/Glimt chegou ao fim. No jogo de volta em um lotado e elétrico Estádio José Alvalade, em Lisboa, os noruegueses simplesmente não aguentaram a pressão dos portugueses e perderam por 5 a 0.
Vantagem zerada
Determinados a reverter o marcador assim que a bola rolou, os jogadores do Sporting foram para cima do indesejado rival. A ordem era não deixar o time respirar. De início, o Bodo/Glimt até conseguiu segurar este ímpeto dos donos da casa. Faziam isso defendendo-se em um bloco compacto, organizado em duas linhas de quatro jogadores altos e fortes. No entanto, conforme os minutos foram passando, a resistência diminuiu. Ainda mais após o primeiro gol dos portugueses, aos 34 minutos. Ele saiu de uma cobrança de escanteio que achou a cabeça de Gonçalo Inácio.
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O 2º tempo começou com os noruegueses mais organizados. Eles não apenas fechavam os espaços como trocavam passes rápidos, mantendo a posse da bola para deixar o tempo passar. Ainda estavam em vantagem no placar agregado. Mas bobearam. Aos 16, em um contra-ataque, o atacante colombiano Suárez fez um cruzamento para a área e Pedro Gonçalves mandou de voleio para o gol, fazendo 2 a 0.
Naquela altura, os jogadores do Sporting já tinham disparado 25 chutes contra o gol do Bodo/Glimt, sete deles entre as traves de Hhaykim. E não davam trégua aos adversários, empurrados pelo apoio vindo das arquibancadas. Mas ficavam no quase. Até que aos 31 minutos, o Sporting teve um pênalti para cobrar. Sem tremer, Suárez marcou o terceiro gol, com um chute cruzado. Portanto, os três gols que precisavam fazer foram feitos.
Mais 30 minutos de luta
O jogo foi para a prorrogação. Os noruegueses não tinham mais foco nem fôlego. E logo aos 2 minutos do tempo extra, um cruzamento encontrou o lateral-direito Araújo. Ele disparou uma bomba, de pé esquerdo. Era o vira-vira dos portugueses no placar agregado. Já nos acréscimos, quando o time do Bodo/Glimt já não tinha mais forças para reagir, o Leão deu o golpe final: Rafael Nel, do lado direito da área, mandou uma bomba e acabou com a jornada do clube da Noruega na Champions League.
Tínhamos de ser o melhor Sporting e fomos. Os verdadeiros campeões caem,
mas se levantam.
Rui borges, técnico do sporting
Nas quartas de final, o Sporting vai encontrar o Arsenal, da Inglaterra, que até agora tem a melhor campanha da Liga dos Campeões. Outra má notícia é que o dinamarquês Morten Hjulmand recebeu o terceiro cartão e ficará fora na partida de ida.





