O Corinthians demorou menos de 24 horas entre a demissão de Dorival Júnior e o acerto com Fernando Diniz nesta segunda-feira. Isso mostra o prestígio que a bandeira do clube tem no futebol brasileiro. Também prova que Marcelo Paz é mais forte do que se imagina. Ele quis levar Fernando Diniz para o Fortaleza, mas não conseguiu. No Parque São Jorge, em apenas alguns meses no cargo, é o profissional do futebol mais ouvido e respeitado pelo presidente Osmar Stábile. Diniz provocou frisson no clube. Ele não é unanimidade. Mas nunca foi em nenhum dos clubes em que passou. Ele assinou até dezembro.

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Entre alguns amigos corintianos, a aposta é para saber quanto tempo Diniz vai durar no Corinthians. Dorival ganhou a Copa do Brasil diante do Vasco e a Supercopa contra o Flamengo e durou nove meses. Há quem diga que Diniz não chega até a parada da Copa do Mundo. Não entro nessa. O novo treinador tem muitos méritos. Ele ganhou a Libertadores de 2023 com o Fluminense. Daria para dizer que pavimentou o caminho do sucesso do time carioca na sequência, como agora sob o comando de Zubeldía.

Fernando Diniz acerta com o Corinthians no lugar de Dorival Júnior: eles foram rivais na decisão da Copa do Brasil / Vasco

Fernando Diniz precisa de tempo. Ele é bom de treinamento e ruim de resultados. Precisa equilibrar essas duas coisas no Corinthians. Ele se identifica com o clube paulista por ter morado na região, mas isso é pouco perto do trabalho que terá e das cobranças. Ganhar o torcedor é o seu maior desafio. Se dar bem com a Gaviões da Fiel é um passaporte para permanecer no clube. Para isso, Diniz terá de mostrar competência e resultados. Não há planejamento nem sucesso no futebol sem vitórias e conquistas.

Vestiário tem panelas

No caso de Dorival, ele teve conquistas, mas amargou nove rodadas sem ganhar. Foi demitido após a derrota em casa para o Inter no domingo. Mas o seu desgaste era de vestiário. Há panelas no time. Diniz vai ter de entendê-las e mudar o cenário. Ele precisa saber que a gestão do Corinthians é péssima e que não há dinheiro em caixa para nada. É atualmente um clube pobre. Mas de muito prestígio.

O corintiano gosta de raça e sangue nos olhos, no sentido de entrega e dedicação. Corridinha de ponta de pé não convence a torcida. Diniz precisa entender onde está pisando. Se perder os jogos, mas deixar tudo em campo, o time e o seu trabalho serão valorizados. Se ficar tocando de lado, vai ser cobrado com o dedo no nariz.

Sem xingar

Diniz, se não for bem, vai provar do seu próprio veneno com os jogadores à beira do gramado. Será xingado como nunca antes em sua carreira. Ele tem de saber também que não vai “gritar” com Depay ou Garro, nem com os principais jogadores do time. Tem mais: Hugo Souza não é bom com os pés, mas é ótimo com as mãos. O treinador terá de rever alguns conceitos. Vai ter de treinar o goleiro antes de pedir para ele “jogar” de líbero.

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Diniz é competente, inteligente e pode dar jeito no Corinthians. O time parecia um lago sem onda. Ele chega para revirar tudo isso. Suas ideias para o futebol são boas. Por vezes, ele fica pelo caminho por falta de mão de obra e resultados. No fim de semana, depois da estreia do time na Libertadores, ele terá o Palmeiras, de Abel Ferreira, para enfrentar. Ele jogou no Palmeiras. Sabe, portanto, o tamanho da encrenca neste momento.

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