O Palmeiras sofreu neste sábado uma segunda derrota no STJD e uma baixa e tanto para o clássico com o Corinthians. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva negou o pedido de efeito suspensivo para o técnico Abel Ferreira, o que confirma a ausência do comandante português no banco de reservas durante o Dérbi deste domingo, dia 12, em Itaquera. A decisão gerou uma reação imediata da diretoria alviverde, que não poupou críticas à organização do futebol brasileiro. Entenda-se CBF, de quem a presidente Leila Pereira é aliada.
A negativa do tribunal, oficializada às vésperas do clássico, foi fundamentada na manutenção da ordem disciplinar, impedindo que o técnico do Palmeiras pudesse comandar o time à beira do campo contra o seu maior rival.

O treinador foi suspenso por oito partidas por causa das expulsões contra Fluminense e São Paulo. Mas ele já cumpriu dois jogos, os automáticos. Abel foi julgado e enquadrado pelas leis do Código Brasileiro de Justiça Desportiva: artigos que punem o desrespeito à arbitragem e condutas contrárias à disciplina esportiva. Ele chamou o árbitro Anderson Daronco de “cagão”. Foi no jogo contra o São Paulo. Só por essa expulsão, ele pegou seis jogos de punição.
Resposta rápida do clube
Em comunicado oficial, o Palmeiras manifestou “profunda indignação” com o que chamou de “tratamento diferenciado entre os clubes”. A nota cita não apenas a negativa para Abel Ferreira, mas também compara a rigidez do tribunal com a complacência demonstrada em outros casos, com outros profissionais.
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Confira a nota oficial
A Sociedade Esportiva Palmeiras sempre se pautou pelo absoluto respeito aos processos estabelecidos, discutindo e defendendo seus direitos junto às esferas competentes de forma reservada e responsável.
Diante dos acontecimentos recentes, no entanto, o clube vem a público manifestar sua profunda insatisfação com a condução do caso envolvendo o julgamento do técnico Abel Ferreira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e com o adiamento por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) da partida entre Fluminense e Flamengo, pela 11ª rodada do Brasileirão.
Em decisão que foge aos preceitos historicamente adotados pelas comissões disciplinares, nosso treinador foi punido com rigor desproporcional, em uma sessão que considerou, entre outras imprecisões, uma leitura labial sem qualquer respaldo pericial e trouxe à tona episódios pretéritos pelos quais o profissional já havia sido penalizado. Causa ainda maior estranheza a resposta negativa dada neste sábado (11) pelo STJD ao pedido de efeito suspensivo protocolado pelo clube ainda na quinta-feira (9). Afinal, em inúmeros casos semelhantes, o mesmo tribunal atendeu a essa solicitação, como forma de garantir o amplo direito à defesa; com o treinador do Palmeiras, contudo, observa-se tratamento desigual, destoando dos princípios da isonomia.
Decisões arbitrárias comprometem a credibilidade das competições. É fundamental que todos os agentes envolvidos atuem com equilíbrio, sem eleger um único profissional como bode expiatório – não é razoável que apenas um seja penalizado por um problema coletivo. Desse modo, o clube espera que, na segunda instância, o caso em questão seja analisado com coerência. Por fim, manifestamos também o nosso descontentamento com a decisão da CBF de acatar o pedido do Flamengo para a remarcação do jogo contra o Fluminense, de hoje (11) para amanhã (12).
Não nos cabe entrar no mérito do pleito; é necessário questionar, contudo, por que somente um clube tem a sua solicitação atendida, enquanto outras equipes vêm tendo pedidos similares sistematicamente rejeitados pela entidade. Em um calendário reconhecidamente desafiador, todos os clubes enfrentam dificuldades logísticas – incluindo o Palmeiras – e, por isso, é essencial que haja imparcialidade e transparência em decisões que podem impactar o campeonato.
IA com informação e edição do The Football





