Abel Ferreira teve a sua pena de oito jogos reduzida para sete. Portanto, o treinador ficará fora do Palmeiras por mais quatro partidas, uma vez que ele já cumpriu três jogos. A decisão é definitiva do STJD e não caberá mais recursos. A punição não vale para a Libertadores. Ela será cumprida no Brasileirão e Copa do Brasil. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva tirou um jogo da expulsão do treinador no jogo com o Fluminense, de duas partidas para apenas uma. Ela já tinha cumprido a pena automática. Mas o STJD manteve os seis jogos de gancho pela expulsão diante do São Paulo, quando chamou o árbitro Anderson Daronco de “cagão”. A pena de seis jogos foi mantida.

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Dessa forma, Abel terá de cumprir os quatro jogos restantes. Serão três pelo Brasileirão e um pela Copa do Brasil. O Palmeiras recebe o Jacuipense no dia 24 de abril pela Copa do Brasil. o jogo da volta será no meio de maio. Já com o treinador no comando. The Football apurou que a presidente Leila Pereira vai procurar a CBF, do presidente Samir Xaud, para reclamar. Isso pode estremecer a parceria do clube com a entidade. João Martins vai comandar o time nesse período.

STJD tirou um jogo da pena de Abel Ferreira no Palmeiras: de oito jogos para sete. Treinador já pagou três / Palmeiras

O Palmeiras não aceitou calado a punição. O clube se diz vítima. Além de se queixar contra a CBF, Leila também declarou guerra ao Flamengo. Ela entende que a entidade de Samir Xaud está de mãos dadas com o time rubro-negro. O ponto do Palmeiras é a CBF ter mudado o jogo do Fla contra o Fluminense, beneficiando o time da Gávea. Desta vez, a comunidade alviverde se junta à diretoria em coro. O Palmeiras já adotou o “todos contra nós” de temporadas passadas. Abel entende que ele está sendo usado para a CBF passar recado aos outros treinadores. Tanto ele quanto Leila não admitem isso.

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Nota oficial do Palmeiras

A Sociedade Esportiva Palmeiras sempre se pautou pelo absoluto respeito aos processos estabelecidos, discutindo e defendendo seus direitos junto às esferas competentes de forma reservada e responsável. Diante dos acontecimentos recentes, no entanto, o clube vem a público manifestar sua profunda insatisfação com a condução do caso envolvendo o julgamento do técnico Abel Ferreira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e com o adiamento por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) da partida entre Fluminense e Flamengo, pela 11ª rodada do Brasileirão.

Em decisão que foge aos preceitos historicamente adotados pelas comissões disciplinares, nosso treinador foi punido com rigor desproporcional, em uma sessão que considerou, entre outras imprecisões, uma leitura labial sem qualquer respaldo pericial e trouxe à tona episódios pretéritos pelos quais o profissional já havia sido penalizado.

Causa ainda maior estranheza a resposta negativa dada neste sábado (11) pelo STJD ao pedido de efeito suspensivo protocolado pelo clube ainda na quinta-feira (9). Afinal, em inúmeros casos semelhantes, o mesmo tribunal atendeu a essa solicitação, como forma de garantir o amplo direito à defesa; com o treinador do Palmeiras, contudo, observa-se tratamento desigual, destoando dos princípios da isonomia.

Decisões arbitrárias comprometem a credibilidade das competições. É fundamental que todos os agentes envolvidos atuem com equilíbrio, sem eleger um único profissional como bode expiatório – não é razoável que apenas um seja penalizado por um problema coletivo. Desse modo, o clube espera que, na segunda instância, o caso em questão seja analisado com coerência. Por fim, manifestamos também o nosso descontentamento com a decisão da CBF de acatar o pedido do Flamengo para a remarcação do jogo contra o Fluminense, de hoje (11) para amanhã (12).

Não nos cabe entrar no mérito do pleito; é necessário questionar, contudo, por que somente um clube tem a sua solicitação atendida, enquanto outras equipes vêm tendo pedidos similares sistematicamente rejeitados pela entidade. Em um calendário reconhecidamente desafiador, todos os clubes enfrentam dificuldades logísticas – incluindo o Palmeiras – e, por isso, é essencial que haja imparcialidade e transparência em decisões que podem impactar o campeonato.

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