O Palmeiras tinha 11 desfalques e um imenso quebra-cabeça para montar o time que enfrentaria a Chapecoense. Entre lesionados, suspensos e convocados, Abel Ferreira fez um malabarismo e mandou sua equipe ao campo do Allianz Parque para cumprir a 18ª rodada. O desafio era ficar com os três pontos, do jeito que desse, na despedida do Brasileirão para a pausa da Copa do Mundo.
Com uma vitória, o Palmeiras manteria sete pontos de distância para o segundo colocado, o Flamengo, apesar do jogo a menos. Assim, a vantagem seria grande para curtir o Mundial com tranquilidade e se preparar para o retorno no dia 22 de julho, fora de casa, contra o Coritiba.

Como já era esperado, o time de Abel se embananou com a falta de entrosamento e de ritmo dos jogadores. Mas o que era ruim ficou pior ainda no finalzinho do 1ª tempo, quando Allan foi expulso e deixou o Palmeiras com um a menos. Só que, quando há um atleta diferente no time, o inesperado muitas vezes se torna o roteiro principal. E foi o que aconteceu, com Paulinho dando o ar da graça para garantir a vitória por 1 a 0. Mas como a arbitragem brasileira “gosta” de uma emoção, o trio do apito e a turma do VAR mantiveram a fase.
Allan a menos, Paulinho a mais
Em uma espécie de mensagem final de incentivo à seleção brasileira que ruma para os Estados Unidos em busca do hexacampeonato, o Palmeiras escolheu o seu terceiro uniforme, aquele que emula a amarelinha nacional. O torcedor prefere o verde. Com apenas três dos considerados titulares disponíveis, o Palmeiras teve uma apresentação apenas razoável. Não tinha como fazer mais.

Murilo, Marlon Freitas e Allan eram os representantes daqueles que costumam iniciar as partidas. Allan, em especial, era o grande trunfo palmeirense. A amarelinha caiu bem no ponta, que distribuía jogadas pela direita e por dentro. Ele foi o maior responsável por levantar os 36 mil torcedores que encararam o frio da cidade e os desfalques de Abel para incentivar a equipe. Só que, minutos antes do intervalo, o palmeirense deu uma solada em Giovanni Augusto e recebeu o cartão vermelho direto. Merecido.
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Mas Abel tinha um trunfo e tanto no banco: Paulinho. Ele entrou após o intervalo. O camisa 10, mais uma vez, mostrou o quanto é diferente. Ao mesmo tempo em que a equipe cresceu, o jogador não desperdiçou a principal oportunidade que teve. Aos 19 minutos, recebeu na entrada da área de Felipe Anderson, dominou em velocidade para deixar a marcação para trás e dar um toque no cantinho: 1 a 0.
Foi um jogo que para muitos não teria muita emoção, mas para nós era uma final. Sabemos a importância desses três pontos para uma parada por conta de toda a disputa. Sabíamos que seria complicado, mas que para nós teria importância enorme.
Paulinho
Arbitragem em foco
Se a expulsão de Allan, para muitos, já havia sido um pouco exagerada, o árbitro Felipe Fernandes de Lima pareceu ter deixado as polêmicas principais para o fim do jogo. Primeiro, ao anular o gol de empate da Chapecoense aos 49 minutos. Depois da disputa entre Bolasie e Bruno Fuchs, a bola sobrou para Ítalo finalizar de dentro da área, forte, para igualar o marcador. O VAR, porém, chamou a arbitragem para a revisão e uma falta em Murilo foi identificada. O que, desta vez, gerou protestos dos visitantes pela anulação do gol. Não havia informação suficiente para desmarcar o gol.

Fim? Claro que não. O Palmeiras, atrapalhado em campo depois que Abel colocou o terceiro zagueiro no jogo – Benedetti –, não conseguiu esfriar o ímpeto do lanterna do Brasileirão. Dez segundos depois do gol anulado, em nova checagem do VAR, os visitantes tiveram um pênalti a favor, em falta cometida por Khellven em Neto Pessoa. Nem bem a torcida havia sentido alívio do gol anulado, já estava apreensiva novamente. Mais uma vez, a moeda viraria, e o alívio prevaleceria com a cobrança de Bolasie no travessão.





