Para surpresa de absolutamente ninguém, Flamengo e Palmeiras seguem puxando a fila dos 20 clubes que disputam o Brasileirão. Mais uma vez, os dois dão a tônica da competição, firmes na briga pela liderança e já ensaiando abrir vantagem sobre os demais concorrentes. Não é acaso, nem fase: é consequência de projetos bem feitos. Organização, estrutura profissional e poder de investimento continuam sendo os pilares de uma hegemonia que, ao que tudo indica, está longe de acabar.

Siga The Football

No Maracanã, o Flamengo fez sua parte com a naturalidade de quem se acostumou a vencer. Derrotou o Bahia por 2 a 0 na noite deste domingo e chegou à quinta vitória consecutiva, já completamente recomposto depois da turbulência que culminou na saída de Filipe Luís. O time agora dirigido por Léo Jardim voltou ao prumo — e, mais do que isso, voltou a sobrar.

Lucas Paquetá marcou o segundo gol do Flamengo contra o Bahia / Flamengo

E não foi uma vitória qualquer. Bahia e Flamengo chegaram à rodada rigorosamente empatados, dividindo posição, pontos e até estatísticas de ataque e defesa. Dois dos sistemas ofensivos mais produtivos do país, duas das defesas menos vazadas. No papel, equilíbrio absoluto. No campo, um desnível evidente. O Flamengo foi amplamente superior, sobretudo pela força de um elenco que parece não ter fim.

Flamengo sobra

Desde o início, o time carioca tomou conta do jogo. Pressionou, empurrou o adversário para trás e criou as melhores oportunidades. O gol saiu aos 16 minutos do primeiro tempo, numa jogada que sintetiza o talento coletivo: Arrascaeta tabelou com Pedro e finalizou com precisão para abrir o placar. Mas o lance ficou pequeno diante do que veio depois.

Num dos momentos mais simbólicos da noite, Arrascaeta transformou o gol em tributo. Vestindo novamente a camisa 14, ele a retirou, estendeu no gramado e, com a bola nas mãos, simulou um arremesso de basquete — gesto eternizado por Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, ídolo homenageado pelo clube após sua morte na última sexta-feira. O Maracanã entendeu imediatamente. E respondeu à altura.

A partir dali, o Flamengo jogou em estado de graça. Criou chances em série e poderia ter resolvido o jogo ainda antes do intervalo. O Bahia, valente, até tentou responder, mas sucumbiu diante de um adversário que impunha ritmo e intensidade muito superiores.

Vitória selada

No segundo tempo, o roteiro se repetiu com ainda mais intensidade. Em poucos minutos, Arrascaeta quase transformou a vitória em goleada: parou no goleiro em chute da entrada da área e depois acertou a trave em cabeçada. No aro!!!!! O Bahia só conseguiu ameaçar em lampejos, como no chute de fora da área de Jean Lucas que também explodiu no travessão.

Mas era pouco. O jogo seguia sob controle absoluto do Flamengo, que acumulava oportunidades. Pedro quase marcou dois golaços — um de calcanhar, outro por cobertura do meio da rua. Léo Vieira ainda operou um milagre ao sair nos pés de Plata. Até que, aos 34 minutos, não houve salvação.

SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Tik Tok

Após escanteio, a bola sobrou limpa para Lucas Paquetá, que acertou um chute seco, de primeira, no ângulo. Um gol definitivo, à altura de uma atuação dominante.

O 2 a 0, no fim das contas, ficou até barato. Mas foi suficiente para reafirmar o que já parece evidente neste início de campeonato: o Flamengo voltou a ser o Flamengo. E, ao lado do Palmeiras, segue ditando o ritmo de um Brasileirão que, mais uma vez, parece caminhar para ser decidido no topo por quem melhor se estruturou para estar lá.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui