A cerca de cinco semanas do anúncio da lista de convocados da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026, a gravidade da lesão de Estêvão é uma dor de cabeça e tanto para o técnico Carlo Ancelotti. Foi tudo inesperado. Logo aos 12 minutos do primeiro tempo da partida contra o Manchester United, em Londres, pela Premier League, o atacante do Chelsea deu uma arrancada veloz na direção do gol para alcançar um passe em profundidade. Mas, deu tudo errado para ele.

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No caminho, Estêvão pisou em falso até concluir a jogada, com um chute fraco, que o goleiro Senne Lemmens defendeu sem maiores problemas. Parecia ser apenas um lance mal-sucedido do atacante da camisa 41 naquela partida. Mas, para surpresa geral no Estádio de Stamford Bridge, segundo após concluir seu arremate, Estevão desabou perto da trave. As dores eram intensas. Ele precisou ser substituído. Foi levado para o vestiário já com os olhos cheios de lágrimas. E assim permaneceu durante vários minutos incontáveis para ele.

Atacante Estevão se machuca seriamente no Chelsea e pode perder a sua primeira Copa do Mundo / CBF

“Estêvão ficou arrasado com o que ocorreu e estava chorando quando o encontrei no intervalo”, disse o inglês Liam Rosenior, técnico do Chelsea até esta partida (ele foi demitido horas depois de mais uma derrota).

Exames apontam gravidade da lesão

Mas a pior notícia para o habilidoso atacante brasileiro – e para a seleção de Ancelotti – só chegaria dias depois, mais precisamente nesta quarta-feira. E foi uma bordoada: o resultado da ressonância magnética apontou uma ruptura quase completa das fibras musculares no tendão posterior da coxa direita. Além das fortes dores, a região lesionada sangrava – e inflamava com a formação de um hematoma. Se não houvesse uma Copa do Mundo prestes a começar, não haveria muitas dúvidas: uma cirurgia corretiva seria o tratamento mais indicado para o atacante e meses de recuperação.
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O problema é que, por este método, a recuperação é bastante demorada. Mesmo num atleta jovem e saudável como é o brasileiro de 18 anos apenas, a recuperação pode demorar pelo menos três meses entre a cicatrização, o pós-operatório e o tempo para que o atleta volte a jogar. Simplesmente, Estêvão não dispõe deste tempo se quiser jogar o Mundial de 2026. Para estar em campo pelo Brasil, sua aposta seria um tratamento sem intervenção cirúrgica. Há riscos de agravar a lesão e de ele não se recuperar para ajudar o Brasil.

Estevão, de 18 anos, se machucou defendendo o Chelsea a 50 dias da Copa do Mundo de 2026 / Chelsea

Portanto, seria uma terapia sem garantia de resultados satisfatórios e com muitos requisitos para serem cumpridos. Em uma primeira fase, Estêvão precisaria evitar todo e qualquer esforço que envolvesse seu músculo machucado. Enquanto isso, teria de usar faixas elásticas para limitar o edema e melhorar a circulação sanguínea na região lesionada.

Três meses de recuperação

Se o seu organismo apresentar evolução, ele passaria por sessões de fisioterapia, eletroterapia e ultrassom para tentar acelerar a cicatrização das fibras musculares danificadas e evitar a formação de fibrose. Por fim, viriam muitos alongamentos e exercícios físicos para ele recuperar a força muscular. Tudo é muito incerto.

Claro que o tempo de recuperação varia de organismo para organismo, mas até o próximo mês de junho o prazo é curto demais para Estêvão voltar à sua melhor forma. Seria uma aposta com muitos sacrifícios – e sem qualquer garantia de retorno.

Carlo Ancelotti tinha Estêvão como convocação certa para a Copa do Mundo de 2026 / CBF

A inesperada lesão de Estêvão é mais um problemão para a seleção brasileira a 52 dias da sua estreia na Copa do Mundo, contra o Marrocos, no MetLife Stadium, arredores de Nova York. No início de março, Rodrygo, outro titular do ataque de Ancelotti, sofreu um rompimento do ligamento cruzado do joelho direito durante uma partida do Real Madrid contra o Getafe, pela Liga da Espanha. Como a lesão tem um tempo de recuperação estimado em seis meses, o ex-atacante do Santos não disputará o seu segundo Mundial.

Rodrygo já está fora

Além de Rodrygo, outros jogadores fundamentais da seleção se machucaram recentemente. Em março, o goleiro Alisson ficou fora dos amistosos contra França e Croácia por causa de uma lesão muscular na sua coxa direita. Outro desfalque foi Raphinha, que ainda não voltou a atuar pelo Barcelona, por causa de uma distensão muscular. Recentemente, o zagueiro Marquinhos sentiu incômodas dores no quadril.

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A lista de atletas machucados nas últimas semanas inclui o zagueiro e lateral-direito Éder Militão, que tem sofrido com uma sequência de problemas musculares. O meia Bruno Guimarães, do Newcastle, teve uma lesão grave na coxa esquerda em fevereiro. Mas já está recuperado. Como pretende fazer Estêvão, ele obteve permissão do clube para fazer a recuperação no Brasil. Ancelotti e 213 milhões de brasileiros torcem para que esse final feliz possa se repetir. Caso contrário, Estêvão está fora.

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