O Cruzeiro entregou ao seu torcedor exatamente o que se espera de uma partida contra o Boca Juniors: um jogo com a “alma da Libertadores”. No Mineirão, a vitória por 1 a 0 não foi construída com brilho técnico, longe disso, mas com a paciência necessária para desarmar a tradicional catimba argentina em um confronto de nervos, onde a Raposa precisou entender que, contra os xeneizes, o relógio e a mente jogam tanto quanto a bola.
O cenário foi de um duelo de embates físicos, muitos cartões e confusão ao final da partida. Os mais antigos diriam que só faltou entrar um cachorro em campo para ser jogo de Libertadores raiz. Os argentinos entraram em campo para impedir que o Cruzeiro jogasse bola, e tiveram êxito em boa parte do jogo. Fosse com marcação forte, provocação ou pontapé.

O ambiente era de tanta tensão que, nos acréscimos da primeira etapa, Bareiro, do Boca, foi para o chuveiro: ele deixou o braço no rosto de Christian. Daí já viu. O xeneizes recuaram, se fecharam em duas linhas compactas e passaram a usar todas as ferramentas do manual argentino: de faltas táticas a discussões com a arbitragem, além da famosa cera para picotar o jogo.
Vitória e liderança
O desafio do Cruzeiro foi não cair na pilha. Durante boa parte do confronto, o time mineiro martelou uma defesa que parecia intransponível. A bola circulava, mas os espaços eram mínimos. Foi um exercício de resiliência. O gol da vitória surgiu na casa dos 35 minutos e soou como um alívio para uma partida que emulava uma batalha de nervos. Foi com Neyser Villarreal, que empurrou para as redes para finalizar a jogada armada por Matheus Pereira e Kaio Jorge.
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Com a vitória, o Cruzeiro assume a liderança do Grupo D da competição. O time mineiro soma 6 pontos em três rodadas, empatado com o Boca Juniors, mas leva a melhor por ter vencido o confronto direto. A 3ª rodada será concluída hoje, às 21h de Brasília, com o duelo entre Barcelona de Guayaquil (0 pontos) e Universidad Católica (3).





