Paulinho entrou aos 28 minutos do segundo tempo depois de esperar nove meses para jogar. Nove meses foi o tempo em que esteve em tratamento após a segunda cirurgia na tíbia direita. Voltou em um clássico com o Santos no Allianz Parque neste sábado no lugar de Maurício, já assumindo uma nova realidade em sua carreira. Paulinho não é mais um atacante. Ele é um meia-atacante que chega ao gol adversário. O Palmeiras passou quase um ano sem um camisa 10. Mas isso acabou.
Paulinho entrou numa fria, uma vez que o jogo não estava definido, com o time visitante oferecendo perigo, principalmente nos contra-ataques, mas também sendo sufocado pelos donos da casa. Acabou 1 a 1. Paulinho entrou minutos depois de Flaco López marcar o gol de empate. Ele esperou 302 dias para pisar novamente no gramado do Allianz Parque. Voltou pela sobrevivência no futebol. Seu último jogo foi no Mundial de Clubes da Fifa do ano passado.

Havia muito receio em retornar a jogar, mas o Palmeiras não pulou etapas do seu tratamento e até foi criticado por isso muitas vezes. O jogador vai dividir a responsabilidade das bolas paradas com Andreas Pereira, como os escanteios e as faltas. Ele também terá de se readaptar ao jogo e ao seu “novo” corpo, que já não é mais o mesmo. Paulinho está mais lento e menos móvel, ganhou massa muscular e precisa recuperar a confiança de todos os movimentos. Leva tempo.
O que Paulinho disse
“É um dia marcante, emocionante pela minha volta. Foram nove meses de muita luta e resiliência, quando precisei de todo tipo de ajuda, clínica e mental. É complicado quando você fica fora por muito tempo. Nunca fui um atleta normal no Palmeiras. A parada da Copa do Mundo vai ser importante. Quero voltar aos meus 100% e ajudar o Palmeiras”, disse Paulinho ao Premiere.
Aos 38 minutos, Paulinho fez um giro dentro da área, rasteiro, de uma bola rebatida e perdida, que passou perto do gol. Mas o árbitro deu impedimento antes mesmo de a torcida parar de suspirar. Paulinho esteve em campo durante 17 minutos do tempo regulamentar e mais oito dos acréscimos. Participou do abafa para cima do Santos nos minutos finais. Esteve sempre mais pela esquerda.
Ele pegou pouco na bola
Mas como se imaginava, ele pegou pouco na bola. O Santos manteve uma marcação forte, como foi desde o começo, e não permitiu nem deu muitos espaços aos rivais. O time de Cuca, que chegou atrasado para o jogo e não esteve perfilado no hino nacional, foi sempre perigoso. Fez uma boa partida, talvez uma das melhores da temporada por enfrentar de peito aberto o líder do Brasileirão.
Quando pôde, e não foram poucas as vezes, empurrou o Palmeiras para o seu campo. Ameaçou e assustou. Não demorou para abrir o marcador com o bom Rollheiser, num chute de fora da área no cantinho de Carlos Miguel no primeiro tempo. A bola passou numa fresta entre o goleiro e a trave esquerda. Falhou? Talvez tenha falhado, mas fez ótimas defesas depois.
O Palmeiras “sempre esteve no jogo”, mas não encontrou brechas para empatar na etapa inicial. As tentativas eram desperdiçadas uma atrás da outra. O jogo foi movimentado. Mas a torcida não entendeu isso e vaiou o Palmeiras no intervalo. Vaias tímidas, diga-se. Abel Ferreira, suspenso, não esteve no banco.
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O segundo tempo teve propostas claras: o Palmeiras atacava e o Santos contra golpeava, com algum perigo, mas também se defendia. Dessa forma, Flaco López empatou e colocou mais lenha na fogueira. Sosa entrou bem. Allan também. Esses dois jogadores potencializaram outros do time, como Arias e Flaco. O que se viu a partir daí foi o jogo de um time só. Um massacre até o gol de Allan, já nos acréscimos. Paulinho estava impedido, mas ele não participou da jogada. Ocorre que a bola bateu no braço de Arias antes de entrar. O gol da virada foi anulado. O jogo acabou 1 a 1.





