Rogério Machado foi demitido após a eliminação do São Paulo da Copa do Brasil. O time perdeu por 3 a 1 para o Juventude em Caxias do Sul. O treinador sempre soube que perderia o emprego na primeira oportunidade. Ele deveria ter saído antes. Roger comandou o São Paulo em 17 partidas. Por ora, apenas o técnico perdeu o emprego. O presidente Harry Massis mostrou-se um “fanfarrão”: no dia anterior ele disse que não faria isso porque não tinha dinheiro para pagar mais uma rescisão de treinador. Esse áudio vazou.

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Mas ele se rendeu aos pedidos dos torcedores, de parte da imprensa e dos cardeais do Morumbi. Massis fez o que todo presidente despreparado faria: se render à força das redes sociais e das arquibancadas. Com isso, ele mostra-se um dirigente comum. Mas quem anunciou a demissão de Roger Machado foi o executivo Rui Costa, que também pode perder o cargo. Foi ele que contratou Roger Machado. Por ora, é ele o responsável em contratar outro treinador. Dorival Júnior, cuja comissão custa R$ 2,8 milhões, é o mais indicado a assumir o time.

Roger Machado foi demitido do São Paulo após eliminação do time na Copa do Brasil diante do Juventude / São Paulo

“O futebol é muito dinâmico e gera repercussões a cada momento. Esse é um resultado que todos nós nunca cogitamos no sentido da grandeza do São Paulo. Conversando com o Roger, entendemos que persistir nesse processo iria causar uma pressão maior. Entendemos que era o momento de trocar, com o apoio e a compreensão do presidente”, disse Rui Costa. Roger foi o bode expiatório de uma gestão perdida no clube.

Roger deveria ter saído antes

Os jogadores disseram que o problema nunca foi Roger Machado. O time vinha jogando mal porque os atletas não faziam nos jogos o que era treinado na semana. Calleri chegou a dizer isso há algumas rodadas. Luciano também estava junto com o treinador nessa empreitada. O fato é que o São Paulo se curvou diante dos gritos do torcedor e do barulho na mídia e nas redes. Nunca teve convicção sobre o seu treinador.

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Roger Machado teve de conviveu com vaias e provocações desde o primeiro dia de trabalho. Mas ele vinha se comportando como “vítima”, quando poderia ter sido mais duro com tudo o que estava acontecendo com ele no clube. Ele deixa a equipe no G4 do Campeonato Brasileiro e líder do Grupo C da Sul-Americana.

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