A CBF anunciou a renovação do contrato do técnico Carlo Ancelotti por mais quatro anos. Dessa maneira, a permanência está assegurada independentemente do resultado obtido na Copa do Mundo. O treinador mantém seus vencimentos em R$ 5 milhões por mês, o mais alto da história da entidade. Os auxiliares e membros do estafe receberam uma valorização financeira pelo novo acordo. Nada muda até 2030.
Aos 66 anos, o italiano assumiu a seleção brasileira em maio de 2025, após a demissão de Dorival Júnior. Na próxima segunda-feira, Ancelotti divulgará a lista de 26 convocados para o Mundial de 2026 diretamente no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Antes da estreia na competição, o Brasil fará mais dois amistosos: contra o Panamá, no dia 31 de maio, e diante do Egito, no dia 6 de junho.

O amistoso contra os panamenhos marca a despedida da equipe diante da torcida brasileira. A partida está marcada para o Maracanã. O Brasil jogo e embarca para os Estados Unidos. O jogo contra os egípcios será no Huntingburg Park Field, em Cleveland, Estados Unidos. A CBF estabeleceu um bônus extra de 5 milhões de euros em caso da conquista do hexacampeonato.
Primeira Copa como treinador
Carlo Ancelotti é o único treinador que conquistou as principais ligas europeias e o recordista isolado da principal competição do mundo: a Champions League. O italiano venceu duas vezes o torneio europeu pelo Milan e três pelo Real Madrid. Antes de assumir o Brasil, a única experiência de Ancelotti com seleções havia sido no início da sua trajetória profissional.

Ancelotti foi assistente técnico de Arrigo Sacchi na seleção italiana entre 1992 e 1995. Ele integrou a comissão técnica da Azzurra na Copa do Mundo de 1994, que perdeu a final para o Brasil. Como jogador, o italiano defendeu a seleção do seu país nas Copas de 1986, disputada no México, e em 1990, na própria Itália. No primeiro Mundial, ele permaneceu no banco de reservas. “Eu estava em ótimas condições físicas, mas o treinador preferiu outras opções. Ali, eu entendi pela primeira vez na pele, como é difícil para um jogador aceitar um banco na Copa do Mundo”, revelou Ancelotti em seu livro “Liderança Tranquila”.
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Em 1990, o então volante foi titular na estreia contra Áustria, mas sofreu uma lesão. Mas ele retornou nas quartas de final contra a Irlanda e atuou na decisão de terceiro lugar diante da Inglaterra. “Jogar uma Copa dentro de casa é uma atmosfera indescritível, noites mágicas realmente existiram. Sabíamos que tínhamos time para sermos campeões, mas hoje guardo esse momento com orgulho imenso”.





