A próxima janela de transferências promete ser intensa no Parque São Jorge. Para a venda e não para a compra, diga-se. O Corinthians deve perder alguns dos seus principais jogadores para fazer dinheiro. O mercado de compra é o europeu. A projeção orçamentária exige que o clube arrecade no mínimo R$ 151 milhões com venda de jogadores. Após a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil, o atacante Yuri Alberto foi o primeiro a levantar a mão e a se manifestar. Ele disse sobre o seu desejo de deixar o alvinegro.
“Da minha vontade, se desejo buscar novos ares? Sim. Fora do país, claro”, admitiu o jogador. Neste sábado, o executivo de futebol Marcelo Paz afirmou que não existe uma proposta oficial para o jogador ainda. Mas Yuri é um dos atletas “negociáveis” do Corinthians.
O Corinthians é dono de 50% dos direitos econômicos do atacante. Os outros 50% pertencem ao Zenit, da Rússia, que faz jogo duro e vive um imbróglio jurídico com o empresário do atleta. A diretoria corintiana só deseja abrir conversas a partir dos 20 milhões de euros (R$ 115 milhões) para liberar a parte da qual é dono. O técnico Fernando Diniz tenta convencer o jogador a permanecer no Parque São Jorge para a disputa das fases decisivas da Libertadores.

Aos 25 anos, Yuri Alberto está no Corinthians desde 2022. Desde então, tornou-se o principal artilheiro da equipe e foi protagonista das conquistas do Paulistão e da Copa do Brasil do ano passado e também da Supercopa deste ano. Com as boas atuações pelo time paulista, alguns clubes europeus demonstraram interesse em seu futebol, como Atlético de Madrid, da Espanha, Roma e Lazio, da Itália, e Fenerbahçe, da Turquia. Um dos problemas da negociação é o alto salário do atacante. Ele recebe cerca de R$ 2 milhões por mês.
André e Breno Bidon
Mas não é apenas o setor ofensivo corintiano que está na mira dos clubes de fora. O volante André pode estar vivendo seus últimos momentos no futebol brasileiro. Revelação da base, o meio-campista começou a temporada em alta. Ele foi escolhido a revelação do Paulistão. E quase foi negociado em março para o Milan. O clube italiano demonstrou interesse e chegou a sinalizar um negócio de 17 milhões de euros fixos (R$ 103 milhões) por 70% dos direitos econômicos.
O Corinthians reavaliou a situação e estipulou que aceita vender o jogador por um valor na casa dos 20 milhões de euros (R$ 116 milhões). As conversas com o clube italiano travaram e indicam que uma nova investida precisará partir do zero. Já o meia Breno Bidon é outra revelação das categorias de base do Corinthians que deve ter propostas de times internacionais.

O atleta ganhou projeção ao ser escolhido o melhor jogador da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2024. Ganhou chances no time profissional com o técnico Dorival Júnior, onde destacou-se como um armador técnico e versátil, com visão de jogo e podendo atuar em diversas posições do meio-de-campo. O jogador de 21 anos já recebeu sondagens de equipes da Premier League, do futebol português, além do PSV, da Holanda. Dentro do futebol brasileiro, o Flamengo é o rival que demonstrou maior interesse pelo meio-campista.
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A prioridade do estafe de Breno Bidon é um projeto de carreira estruturado no futebol europeu. O plano ideal visa a transferência no meio do ano para o Velho Continente, coincidindo com a abertura da principal janela de transferência europeia. O Corinthians espera receber algo em torno de 23 milhões de euros (R$ 134,6 milhões) para liberar o meia para o futebol internacional.





