O Cruzeiro deixou a Bombonera com um empate de valor competitivo alto. Diante do Boca Juniors, nesta terça-feira, em Buenos Aires, a Raposa ficou no 1 a 1 pela quinta rodada do Grupo D da Copa Libertadores, em uma partida marcada por pressão argentina, reação celeste no segundo tempo, expulsão do meia Gerson, e uma longa sequência de resistência defensiva. Merentiel abriu o placar para o Boca. Fágner marcou o gol cruzeirense.
Diante deste cenário, o Cruzeiro assumiu provisioriamente a liderança, com oito pontos, e deu um passo importante nesta busca para recuperar o prestígio junto ao seu torcedor. Ao segurar o “temido” Boca Juniors, como visitante, a a Raposa só depende de suas forças para carimbar a classificação às oitavas de final.

Para isso, o caminho do Cruzeiro é simples: vencer o Barcelona, do Equador, na próxima quinta-feira, Mineirão. Com 11 pontos, a equipe mineira não precisará olhar para o confronto entre Boca Juniors e Universidad Católica, do Chile, que tem sete pontos e se classifica caso derrotar o time equatoriano, nesta quinta-feira, em Santiago.
Portanto, além da vaga, uma vitória pode colocar a Raposa em boa condição para disputar a liderança da chave, aspecto importante, pois influencia o sorteio das oitavas de final e decide em casa a vaga às quartas.
Pressão conhecida
O começo de jogo teve o roteiro esperado para uma noite de Copa Libertadores na Argentina. O Boca adiantou suas linhas, usou a força do estádio a seu favor e empurrou o Cruzeiro para perto da própria área. Aos 15 minutos, a pressão virou vantagem: Paredes cobrou falta lateral, a defesa celeste não conseguiu cortar e Merentiel apareceu no segundo pau para completar.
Como consequência, o gol confirmou a superioridade inicial do Boca, mas não desmontou o Cruzeiro. Mesmo sem grande produção ofensiva no primeiro tempo, o time do técnico português Artur Jorge conseguiu impedir que os argentinos ampliassem o placar. Foi uma etapa de pouca presença no campo adversário, com Matheus Pereira menos participativo do que costuma ser e Kaio Jorge isolado entre os defensores. Ainda assim, chegar ao intervalo perdendo por apenas um gol manteve a partida viva.
Cruzeiro dá o troco
Na etapa final, a ousadia foi a marca da equipe celeste. Assim, passou a ter mais coragem para sair jogando e encontrou o empate aos nove minutos. Kaiki avançou pela esquerda e cruzou rasteiro. Dessa maneira, Fágner apareceu como elemento surpresa dentro da área e finalizou para superar o goleiro Leandro Brey, aos 9 minutos. O lance teve peso técnico e psicológico: reduziu a pressão sobre a equipe mineira e transferiu parte da ansiedade para o Boca.
Quando o jogo parecia mais equilibrado, o Cruzeiro sofreu o golpe que mudou novamente a dinâmica da noite. Gerson foi expulso aos 22 minutos da etapa final, depois de uma dividida com Leandro Paredes. Entretanto, o árbitro Jesús Valenzuela revisou o lance no VAR e decidiu pelo cartão vermelho direto. A partir daquele momento, o empate deixou de ser apenas uma disputa de estratégia e passou a depender de concentração, cobertura, bola aérea bem defendida e resistência emocional.
Susto no final
Com um jogador a mais, o Boca aumentou o volume ofensivo. A equipe argentina passou a insistir em cruzamentos, disputas na segunda bola e ataques pelos lados. Do outro lado, a prioridade passou a ser proteger a área, diminuir espaços entre zaga e meio-campo e evitar faltas próximas à própria área, justamente uma das armas mais perigosas do Boca naquela noite.

Mesmo em inferioridade numérica, a equipe mineira ainda teve oportunidade para virar o jogo. Néiser Villarreal apareceu em boa condição, mas não conseguiu transformar a chance em gol. Pouco depois, a Bombonera chegou a comemorar o que seria o segundo gol argentino, novamente com Merentiel, mas o lance foi anulado após revisão por toque de mão de Zeballos na origem da jogada. A decisão manteve o placar em 1 a 1 e reforçou o caráter dramático do empate.
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O resultado deixa o Cruzeiro em posição favorável, mas ainda sem margem para relaxamento. A equipe chegou a oito pontos e levou a definição da vaga para a última rodada, quando enfrentará o Barcelona de Guayaquil, no Mineirão. Boca Juniors e Universidad Católica também seguem diretamente envolvidos na disputa, o que aumenta o peso da rodada final do grupo.





