O Corinthians recebeu um novo transfer ban da Fifa pelo não pagamento de uma dívida referente à contratação do volante venezuelano José Martínez junto ao Philadelphia Union, dos Estados Unidos. O clube brasileiro deve aproximadamente US$ 2 milhões (R$ 10 milhões) ao time norte-americano. Com o novo bloqueio, o clube fica temporariamente impedido de registrar jogadores pelas próximas três janelas de transferências ou até que os valores sejam quitados com os credores.

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José Martínez foi contratado em agosto de 2024. A diretoria aceitou pagar US$ 1,7 milhão pelo jogador. Mas a diretoria quitou apenas US$ 200 mil no ato da compra e dividiu o restante em três parcelas, sendo que a primeira venceu em dezembro de 2024. Como o valor não foi pago, o clube da MLS acionou a Fifa. O jogador teve o seu contrato rescindido no começo deste ano após uma série de atos de indisciplina, quando ele viajou para a Venezuela e permaneceu no país após a invasão dos EUA para prender o presidente Nicolás Maduro.

Novo transfer ban: Corinthians deve R$ 10 milhões ao Philadelphia Union, pela contratação de José Martínez / Corinthians

O Corinthians ainda pode sofrer novas punições da Fifa. O clube deve aproximadamente R$ 42 milhões ao Talleres, da Argentina, pela contratação do meio-campista Rodrigo Garro. Já pelo volante Charles, o alvinegro deve R$ 6 milhões ao Midtjylland, da Dinamarca. O clube já tinha sofrido um transfer ban por causa de uma dívida de R$ 41,6 milhões com o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres. A punição durou de agosto de 2025 a janeiro deste ano. O problema é que o Corinthians não tem dinheiro em caixa. Terá de buscar no mercado ou fazer adiantamentos.

Problemas financeiros

A dívida bruta total do clube está avaliada em aproximadamente R$ 2,7 bilhões, o que consolida o Corinthians com o maior endividamento do futebol brasileiro. Os dados financeiros oficiais detalham que as obrigações financeiras do Corinthians superam seus bens ativos. A gestão do presidente Osmar Stábile tem como prioridade diminuir o passivo e apresentar uma redução da dívida bruta até o fim deste ano. O plano inclui frear compras extravagantes de atletas para não aumentar as dívidas. A folha de pagamento do futebol é de R$ 28 milhões por mês. Só Memphis e Yuri Alberto consomem R$ 8 milhões mensais.

Uma das principais dívidas é referente ao financiamento da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal: em torno de R$ 642 milhões. A diretoria conseguiu amortizar o saldo devedor nos últimos meses e mantém o compromisso do financiamento em dia por meio de um rígido acordo operacional. O time do Parque São Jorge terá de desembolsar um total de R$ 115 milhões à Caixa ao longo deste ano. O clube quitou em março a primeira cota trimestral, fixada em R$ 28 milhões.

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A diretoria e o banco avançam em conversas para que a própria Caixa assuma os direitos de nome do estádio, substituindo o atual contrato com a Hypera Pharma (Neo Química). Houve ainda os R$ 42 milhões levantados pela Gaviões da Fiel em uma “vaquinha” para ajudar a pagar a arena. O clube tenta refazer alguns de seus contratos para arrecadar mais receita. No ano passado, o clube teve uma arrecadação bruta de R$ 1,1 bilhão. Mas gastou tudo e mais um pouco.

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