É preciso falar de Danilo e do meio de campo da seleção brasileira para a partida amistosa contra o Egito, no sábado, e, principalmente, para a estreia diante de Marrocos no dia 13. Carlo Ancelotti já se rendeu ao fato de que o meio de campo do Brasil não pode ficar com apenas dois jogadores: Casemiro e Bruno Guimarães. Em uma curta temporada no comando da seleção, de 12 meses apenas, o treinador italiano tomou algumas decisões para a Copa. A primeira delas foi fortalecer a defesa, se preciso segurando os laterais ou mesmo tendo nos cantos de campo mais zagueiros. O Brasil, diferentemente de outras Copas, não deve atuar com força pelas laterais, o que não quer dizer que não terá pontas.

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A segunda providência de Ancelotti foi fixar Casemiro e Bruno Guimarães no meio de campo e se fartar de atacantes: Luiz Henrique, Vini Jr., Raphinha e Matheus Cunha. E é aí que mora o perigo. A seleção brasileira precisa de mais um jogador no meio de campo. Ancelotti admitiu pensar no assunto após o jogo com o Panamá. Viu fragilidade no meio.

Carlo Ancelotti e Danilo: treinador da seleção começa a se render à necessidade de escalar o volante na Copa / CBF

Esse “reforço” pode ser Lucas Paquetá ou Danilo. O volante e meio-campista do Botafogo tem a intensidade de que se fala desde que Ancelotti assumiu o comando do Brasil. Não faz o menor sentido Danilo ficar fora do time. Ele é o jogador do elenco que mais pede passagem, mais até do que Neymar, ainda em recuperação da panturrilha direita.

Danilo é o cara da intensidade

Danilo oferece o tal do “box to box” que o técnico Tite tanto falou nas Copas passadas, mas com a diferença de ele estar em ótima fase, ter fôlego para correr os 90 minutos e quantos mais o time precisar e chegar para fazer gols, como se viu no amistoso contra o Panamá e também na campanha do Botafogo no Brasileirão. Ele está mais bem preparado também do que Paquetá, que é outro jogador cotado para entrar no meio de campo.

Danilo daria força e volume ao meio ao lado de Casemiro e Bruno Guimarães e ajudaria no ataque com qualidade. Ele daria equilíbrio ao teatro das batalhas naquele setor do campo. As principais seleções do mundo, como Espanha, Portugal e Argentina, se valem de um meio de campo robusto para ajustar seus times e partidas. A França joga um pouco diferente, mas ela tem um entrosamento de anos sob o comando de Didier Deschamps, que está no cargo há 12 anos.

Brasil ataca no 4-2-4 e se defende no 4-4-2

Ancelotti disse que o Brasil joga no 4-4-2. Essa avaliação é sempre feita quando o time não está com a bola, ou seja, na defensiva e em recomposição. Raphinha e Matheus Cunha fecham o meio para compor o sistema. Quando a seleção ataca, ela vira um 4-2-4, com os dois volantes na espreita e quatro atacantes, como foi no primeiro tempo do jogo com o Panamá. Funcionou, mesmo assim com dois gols sofridos na vitória por 6 a 2 no Maracanã. Diante de seleções mais fortes, e com apenas dois no meio, o Brasil perderá a bola e o setor e ficará exposto. Daí a necessidade de Danilo.

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Para Danilo entrar, alguém tem de sair. O mais cotado nesse momento é o atacante Luiz Henrique, que joga aberto e em velocidade. Ele ocupa o lugar que era de Estêvão. Com o atacante do Chelsea, Ancelotti teria mais dificuldade para decidir. O treinador italiano sabe que tática e posicionamento são mais importantes do que apostas individuais.

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