O Brasil jogou mal no seu último amistoso antes da Copa do Mundo. Ganhou do Egito por 2 a 1, mas esteve longe de ser um time capaz de tomar conta da partida e imprimir um ritmo mais tranquilo durante os 90 minutos. Mas Carlo Ancelotti gostou do que viu. Disse que, ao menos durante 60% do jogo, o Brasil foi melhor. Tenho dúvidas de que comentaria algo diferente. Além de ter feito um jogo ruim, o Brasil teve um grande prejuízo: a contusão de Wesley na virilha esquerda. O lance ocorreu quando o atleta deu um chute a gol, ainda antes da metade do primeiro tempo. Foi o primeiro drama da seleção na Copa do Mundo, uma vez que Neymar já chegou machucado.
Ancelotti não sabe se vai ter de cortar Wesley. Mas admitiu que pode fazer isso. A reação do jogador e dos seus companheiros no banco, logo após deixar o gramado, foi assustadora. Ele chorou. E todos “choraram” juntos com ele. Ancelotti lamentou. “É triste. Ele tem tempo para se recuperar e estar conosco, mas se não der, tenho de escolher outro.” As informações mais claras serão dadas neste domingo, depois de exames de imagem e da resposta do próprio jogador.

Em uma de suas respostas após o jogo, o treinador italiano disse também já ter a seleção adequada para estrear no próximo sábado contra Marrocos. Seis jogadores estão confirmados, conforme apurou The Football: Marquinhos e Gabriel Magalhães na zaga, assim como Casemiro e Bruno Guimarães no meio de campo. Os atacantes Vini Júnior e Raphinha também estarão no time na estreia da Copa.
Treinador tem de definir meia e atacante
Algumas outras posições parecem ter donos também: Alisson no gol e Douglas Santos na lateral-esquerda. Então já seriam oito atletas confirmados na estreia. Ancelotti terá de resolver o drama de Wesley, mas já sabendo que dificilmente terá o lateral-direto contra Marrocos. Danilo é o mais cotado para entrar, como entrou diante do Egito. Dessa forma, Ancelotti terá de decidir apenas por dois atletas: um terceiro jogador de meio e outro atacante.
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É nesse ponto que o italiano terá de quebrar a cabeça. Após o jogo contra o Egito, Endrick “derrubou” o favoritismo de Igor Thiago e pode aparecer no time depois do beijinho que ganhou do treinador após marcar o segundo gol do Brasil. A vaga também pode ser de Matheus Cunha. A outra decisão de Carletto é confirmar Lucas Paquetá no meio de campo. Essas dúvidas o treinador diz não ter, mas os treinos da semana e uma noite bem dormida podem mudar a opinião do chefe. Ancelotti já disse que não vai morrer abraçado com uma formação e que suas opções são boas.





