Técnico multicampeão nos clubes pelos quais passou na Itália, Alemanha, França e Espanha, Carlo Ancelotti é um homem que tem suas próprias ideias de jogo. E, está disposto a bancar suas ideias, mesmo que a imprensa e os torcedores tenham opiniões divergentes.
Portanto, olhando para ele na lotada sala de entrevistas do Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia, ficou evidente que a haverá alterações no time titular da seleção brasileira que enfrenta o Haiti nesta sexta-feira, 19 de junho. Mas elas não serão as que a maioria quer.

No setor ofensivo, por exemplo, enquanto muitos acreditam que a estrada de Endrick seria uma escolha óbvia, para Ancelotti é preciso ter muita paciência para não queimar o jovem jogador. “Temos que colocar Endrick no momento correto, vamos esperar um pouco”, disse Ancelotti.
Então quem?
Sinal de que pode ser esperada a entrada de Matheus Cunha ao lado de Vini Jr. e Raphinha no ataque. “Matheus Cunha é mais associativo, tem mais qualidade de segundo atacante do que de referência, como o Igor Thiago”, disse.
“Endrick é um talento extraordinário e o Brasil vai aproveitar das suas qualidades nessa e na próxima Copa do Mundo. ele já é muito maduro e não tem pressa”.
Carlo ancelotti
Apesar de Raphinha ainda não ter mostrado na seleção brasileira o mesmo impacto que tem no ataque do Barcelona, Ancelotti acredita no potencial deste jogador – e vai continuar a bancá-lo.
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“Eu acho que Raphinha pode jogar em todas as posições na frente e vai jogar muito bem aqui também. Para mim, ele tem toda a confiança do mundo porque, para mim, é um dos melhores jogadores do mundo”.
Adepto das equipes de futebol nas quais a resiliência é uma das principais qualidades, quer que torcida e imprensa tenham paciência e acreditem na equipe que ele está preparando. E demonstra segurança em suas escolhas. É ver para crer.





