Técnico multicampeão nos clubes pelos quais passou na Itália, Alemanha, França e Espanha, Carlo Ancelotti é um homem que tem suas próprias ideias de jogo. E está disposto a bancá-las na Copa do Mundo, mesmo que a imprensa e os torcedores tenham opiniões divergentes.
Portanto, olhando para ele na lotada sala de entrevistas do Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia, ficou evidente que haverá alterações no time titular da seleção que enfrenta o Haiti nesta sexta-feira, dia 19. Mas elas não serão as que a maioria quer. No setor ofensivo, por exemplo, enquanto muitos acreditam que a estrada de Endrick seria uma escolha óbvia, para Ancelotti é preciso ter muita paciência para não queimar o jovem jogador. “Temos que colocar Endrick no momento correto, vamos esperar um pouco”, disse Ancelotti.

Então quem entra?
Sinal de que pode ser esperada a entrada de Matheus Cunha ao lado de Vini Jr. e Raphinha no ataque. “Matheus Cunha é mais associativo, tem mais qualidade de segundo atacante do que de referência, como o Igor Thiago”, disse o treinador.
Endrick é um talento extraordinário e o Brasil vai aproveitar das suas qualidades nessa e na próxima Copa do Mundo. ele já é muito maduro e não tem pressa.
Carlo ancelotti
Apesar de Raphinha ainda não ter mostrado na seleção brasileira o mesmo impacto que tem no ataque do Barcelona, Ancelotti acredita no potencial do jogador – e vai continuar a bancá-lo. “Eu acho que Raphinha pode jogar em todas as posições na frente e vai jogar muito bem aqui também. Para mim, ele tem toda a confiança do mundo porque, para mim, é um dos melhores jogadores do mundo.”
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Adepto das equipes de futebol nas quais a resiliência é uma das principais qualidades, o treinador italiano quer que torcida e a imprensa tenham paciência e acreditem na equipe que ele está preparando neste Mundial. Ele demonstra segurança em suas escolhas. Por isso, não vai mudar como o torcedor gostaria.





