Filadélfia — Matheus Cunha ganhou pontos preciosos na corrida por um lugar na seleção brasileira. Ele abriu o caminho da primeira vitória do time de Ancelotti na Copa do Mundo com dois gols enquanto a sua mãe chorava no estádio. Cunha combinou com Vini Jr. e fez questão de elogiar Endrick, com quem disputa posição. Endrick é um 9. Matheus Cunha é um falso 9. A vitória do Brasil sobre o Haiti esfria as cobranças e traz algumas certezas, como a possibilidade de trocar o lado direito pela esquerdo. O Brasil trabalhou na esquerda contra o Haiti e deu muito certo.
Há ressalvas, como a fragilidade do rival e a “falta de confiança” da defesa. O Haiti não se compara aos adversários mais fortes da Copa, como França, Inglaterra, Espanha… O Brasil precisa jogar com mais intensidade, como admitiu Carlo Ancelotti. A liderança do grupo também não está assegurada. Marrocos e Escócia estão no páreo. Não foi, portanto, uma vitória para iludir ninguém, mas serviu para aliviar a pressão depois do empate ruim com Marrocos.

Matheus Cunha dormiu na reserva na quinta-feira e acordou titular nesta sexta para fazer dois gols. Estava iluminado. O jogador do Manchester United abriu o placar aos 22 minutos, depois de roubar a bola no meio de campo e acompanhar a jogada de Vini pela esquerda. Foi o seu segundo gol pela seleção. O primeiro havia sido em março de 2025, em amistoso contra a Argentina. O Brasil estava melhor e tinha a bola, mas demorou para se acertar no ataque. A defesa deu alguns calafrios. Havia o temor de que algo pudesse dar errado. Mas a seleção fez o placar que precisava (faltaram gols) e transformou o jogo no roteiro esperado.
Vini foi o melhor do Brasil
Matheus Cunha fez a diferença, mas Vini Jr. foi o melhor em campo. O Brasil é Vini e mais dez. Matheus e Vini se acertaram. Matheus ainda fez o segundo antes de Vini fechar o marcador. Tudo no primeiro tempo. O Haiti foi o que se esperava dele: um sparring. A fragilidade era visível. O jogo estava nas mãos do Brasil e nos pés de Matheus Cunha e Vini Jr., os únicos brasileiros que corriam além do pedaço de campo que deveriam ocupar. Todos os demais respeitavam as marcações e delimitações táticas pedidas por Ancelotti.
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Com os gols e a vantagem, o céu se abriu para a seleção pela primeira vez nos Estados Unidos. Já era previsto que isso acontecesse. O Haiti não ia se meter a besta com o Brasil. Era o rival que a seleção precisava enfrentar depois do empate com Marrocos. Taticamente, foi suicídio dos haitianos jogar com linhas defensivas altas diante dos velozes brasileiros, principalmente Vini Jr. Havia muito campo para explorar e correr. Foi quase uma inocência oferecer esse banquete ao Brasil.





