O confronto entre Brasil e Escócia desta quarta-feira é uma partida decisiva para a classificação do Grupo C da Copa do Mundo. A partida será no moderníssimo Hard Rock Stadium, em Miami. A seleção brasileira, de Vini Jr. e que terá Neymar no banco, está com quatro pontos e pode confirmar a sua classificação para a segunda fase. Já a seleção escocesa, do volante Scott Mctominay, vive a expectativa de avançar para o mata-mata pela primeira. Em 1974, as duas seleções se enfrentaram pela primeira vez em um Mundial. O jogo foi realizado no Waldstadion, em Frankfurt, na Alemanha. Aquele foi um duelo de baixo nível técnico e ficou num magro 0 a 0.
A seleção brasileira era dirigida por Zagallo. Ela não disputou as Eliminatórias Sul-Americanas por ter conquistado a Copa do México quatro anos antes, em 1970. Mas já tinha mais Pelé. A estreia naquela competição foi ruim: empate sem gols contra a Iugoslávia. A partida contra a Escócia era encarada como uma espécie de redenção do time brasileiro. No primeiro tempo, o capitão Piazza chegou a chutar uma bomba de fora da área para boa defesa do goleiro Harvey. Já o meia-atacante Leivinha mandou uma bola no travessão. A Escócia também teve chances. O atacante Joe Jordan quase marcou numa cabeçada que surpreendeu o goleiro Émerson Leão.

O Brasil teve melhor desempenho na primeira etapa, quando dominou as jogadas e manteve a bola no ataque. Os jornais da época elogiaram o desempenho do volante Billy Bremmer. O escocês marcou Rivellino de maneira veemente. Os dois trocaram pontapés ao longo das disputas. Após o jogo, o brasileiro explicou que o rival segurou o resultado com botinadas. “Eles entraram somente para dar pancadas. Assim, pretenderam evitar que a gente jogasse bola. Foi uma partida violenta”, destacou o então camisa 10 do Corinthians.
Classificação veio depois
No segundo tempo, Zagallo fez uma alteração. Tirou Leivinha e colocou Paulo César Carpegiani. O então ídolo palmeirense reconheceu que havia tido um mau desempenho. “Hoje foi uma guerra, não houve futebol. No segundo tempo, o nosso time perdeu a confiança”, admitiu. Sem conseguir marcar gols, o atacante Mirandinha estava visivelmente abalado. O mau desempenho foi tanto que ele perdeu a titularidade. No jogo seguinte, contra o Zaire, ele permaneceu no banco.

Quatro dias depois do jogo contra a Escócia, o Brasil superou o Zaire, saco de pancadas do grupo por 3 a 0, com gols de Jairzinho, Rivellino e Valdomiro. Com o resultado, o time ficou na segunda posição e avançou para a fase seguinte. A seleção brasileira ficou no mesmo grupo de Alemanha Oriental, Argentina e Holanda. Já a seleção escocesa permaneceu na terceira posição e foi eliminada.
Brasil e Escócia se enfrentaram mais três vezes em Copas do Mundo e os sul-americanos sempre levaram a melhor. Em 1982, no Estádio Benito Villamarín, em Sevilha, na Espanha, o time de Zico e Sócrates goleou os europeus por 4 a 1. Já em 1990, na Itália, a seleção brasileira de Sebastião Lazaroni venceu por 1 a 0, com gol de Muller. A última vez que as duas equipes se encontraram num Mundial foi no jogo de abertura da Copa da França de 1998. Naquela oportunidade, o Brasil venceu a Escócia por 2 a 1 no Stade de France, em Saint-Denis.





