Nova York —  Um gol de Gonzalo Plata, a 13 minutos do fim do tempo regulamentar do jogo contra a Alemanha, ressuscitou o moribundo Equador na Copa do Mundo de 2026. Com o técnico Sebastián Beccacece sob pressão e na corda bamba após perder para a Costa do Marfim, com um gol no final, e ser incapaz de vencer a fraquíssima seleção de Curaçao, o treinador foi salvo pelo gongo de uma demissão certeira.

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Mais do que isso: de quase eliminados, os equatorianos disputarão uma fase de mata-mata em um Mundial da Fifa pela primeira vez em vinte anos. E foram a segunda seleção não europeia a conseguir uma virada contra a Alemanha em toda a história da Copa do Mundo. Até hoje, apenas o Japão tinha alcançado este feito, no Mundial do Catar, em 2022.

Equador Após o gol de oportunista, Gonzalo Plata explode de alegria ao festejar a virada do Equador sobre a Alemanha
Após o gol de oportunista, Gonzalo Plata explode de alegria ao festejar a virada do Equador sobre a Alemanha / Latriecu

Equador em êxtase

Não por acaso, o cabeludo treinador argentino entrou exultante e todo prosa para a sua entrevista coletiva pós-jogo. “Foi uma partida histórica, na qual a nossa equipe nunca deixou de acreditar que era possível dar a volta”, disse Beccacece, visivelmente emocionado pelo resultado. Para dificultar ainda mais a vida dos equatorianos, a equipe — que precisava vencer a qualquer custo — saiu atrás no marcador. Logo aos 2 minutos, o atacante Leroy Sané abriu o placar.

Para sorte do Equador, após anotar seu gol, a Alemanha apagou. Não demorou mais do que nove minutos para os sul-americanos empatarem. Na base do desespero, foram para o ataque. Até que a bola sobrou na entrada da área para Nilson Angulo, que não teve dúvida — e acertou um chute rasteiro, forte, que passou por entre as pernas de um zagueiro alemão e deixou o goleiro Neuer sem chance de defesa, entrando no canto baixo de sua meta. “Sí, se puede, sí, se puede”, gritavam cerca de 55 mil torcedores do Equador nas arquibancadas do Estádio MetLife.

Virada na raça

E, mesmo desorganizada, aos poucos, a seleção dirigida por Beccacece passou a acreditar na improvável virada. “Sabíamos que seria com dor e sofrimento, mas no futebol também se ganha deste jeito”, disse.

E, aos 32 minutos do segundo tempo, quando o Equador pressionava a Alemanha, forçando erros, veio um escanteio. Depois da cobrança, o defensor equatoriano William Pacho desviou de cabeça no primeiro poste, até que a bola sobrou para o meia Gonzalo Plata empurrá-la para dentro do gol.

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Como um passe de mágica, de quase eliminado, o Equador se garantiu na próxima fase. E chegará botando banca. “Acreditamos que podemos chegar longe; não somos menos do que nenhum outro concorrente: Argentina, México, Brasil…”, disse. Alçados do purgatório da eliminação para o paraíso da classificação inesperada, agora, o Equador espera chegar o mais longe possível na competição.

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