Horas após o Real Madrid divulgar a numeração oficial de seus jogadores para a próxima temporada – e Endrick recuperar a camisa 9 –, o atacante brasileiro recebeu uma ótima notícia: com a aprovação do técnico José Mourinho, ele seguirá no elenco. Isso colocou um ponto final nas especulações que ele voltaria a ser emprestado: na mesa havia propostas de empréstimo de clubes tradicionais, como o Aston Villa, da Inglaterra, e o Roma, da Itália.
Entretanto,o técnico José Mourinho, com o aval de Florentino Pérez, o presidente do Real Madrid, decidiu barrar qualquer negociação envolvendo o atleta. Eles consideram que Endrick está pronto para ser útil ao clube da capital espanhola, seja como atacante de ponta ou pelo lado direito do setor ofensivo. Foi nesta posição que foi mais utilizado enquanto atuou, por empréstimo, no Lyon, da França, no primeiro semestre deste ano. Nas 21 partidas que fez com a camisa do clube francês, ele marcou oito gols e deu cinco assistências.

Endrick tem disputa acirrada
Este desempenho foi fundamental para convencer o técnico Carlo Ancelotti e conquistar uma vaga na seleção brasileira para a Copa do Mundo. Apesar do voto de confiança que recebeu do treinador e da diretoria do Real Madrid, Endrick voltará sob pressão. Terá que mostrar serviço para vencer a concorrência e garantir seu lugar no time titular do Real Madrid. Com a saída do jovem atacante Gonzalo García, que era o seu principal rival na briga por oportunidades (foi vendido para o Fulham, da Inglaterra), o clube foi buscar outros nomes promissores: o do grandalhão Carlos Espí, destaque do Levante na Primeira Divisão da Espanha, e Yan Diomande, o endiabrado ponta-direita da Costa do Marfim na Copa do Mundo de 2026. São duas ótimas opções.
Aos 21 anos e com 1,94 metro, Espí também se destaca pelo jogo aéreo e pela velocidade: chega a 32 km/h nos arranques. Com estes atributos, anotou onze gols em 25 partidas e passou a chamar a atenção. Para contratá-lo, Pérez teve de autorizar o investimento de cerca de R$ 150 milhões. Para tirar o endiabrado Diomande do Red Bull Leipzig, o investimento foi estimado em R$ 744 milhões.
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Na comparação, Endrick custou menos do que o craque africano e mais do que o concorrente espanhol. Para tirá-lo do Palmeiras, o Real Madrid pagou cerca de R$ 235 milhões fixos, mas aproximadamente R$ 147 milhões em cláusulas variáveis. Com seus novos atacantes promissores, o Real Madrid espera voltar a disputar os troféus que não levantou nos últimos meses. A conferir como Endrick se sairá.





